Dólar hoje: moeda fecha a R$ 5,21 antes do 1º turno; veja o cenário
O dólar fechou a última sessão antes do primeiro turno das eleições na faixa de R$ 5,21, com leve queda, enquanto o Ibovespa subiu 2,63%. Com o segundo turno confirmado entre Lula e Flávio Bolsonaro, bancos projetam real mais forte.

O dólar hoje é o termômetro de um mercado dividido entre a cautela eleitoral e o alívio vindo dos Estados Unidos. Na sexta-feira (2), último pregão antes do primeiro turno das eleições de 2026, a moeda americana fechou com leve queda, cotada na faixa de R$ 5,21 — R$ 5,2158 segundo o Campo Grande News e R$ 5,2165 segundo o Money Times —, enquanto o Ibovespa avançou 2,63% e encerrou na faixa dos 192 mil pontos, no maior nível desde abril, segundo o Money Times. O resultado da votação de domingo (4), que confirmou o segundo turno entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) — com o senador à frente nos votos válidos —, passou a orientar as expectativas dos investidores, e bancos internacionais já projetam um real mais forte, com o dólar podendo chegar a R$ 4,50, segundo avaliação do Goldman Sachs repercutida pelo InfoMoney.
Resumo rápido
- O dólar comercial recuou cerca de 0,08% na sexta-feira (2) e fechou na faixa de R$ 5,21, no último pregão antes do primeiro turno.
- Apesar da queda do dia, a moeda acumulou alta de 0,67% na semana e de 0,80% em outubro, mas mantém desvalorização de 4,97% no ano.
- O Ibovespa subiu 2,63%, aos 192.113 pontos, impulsionado por dados de emprego fracos nos Estados Unidos.
- O primeiro turno confirmou o segundo turno entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), que liderou com 47,03% dos votos válidos contra 45,16% do petista, segundo o Money Times.
- Goldman Sachs avalia que o dólar pode chegar a R$ 4,50, e o JPMorgan projeta a moeda perto de R$ 4,95, conforme o cenário eleitoral.
- O Boletim Focus manteve a projeção do dólar para 2026 em R$ 5,20 e a Selic em 13,50% neste ano.

Dólar hoje: o que aconteceu no último pregão antes do 1º turno
A sessão de sexta-feira (2) foi marcada por dois motores principais: a proximidade da votação de domingo (4) e a divulgação de dados de emprego dos Estados Unidos abaixo do esperado. O dólar comercial cedeu 0,08% e terminou o dia a R$ 5,2158, segundo o Campo Grande News; o Money Times registrou fechamento a R$ 5,2165, com recuo de 0,07%. As pequenas diferenças refletem os critérios de apuração de cada veículo, mas todas indicam uma moeda praticamente estável na véspera do pleito.
No acumulado dos indicadores, o comportamento foi misto. A divisa americana subiu 0,67% na semana e 0,80% em outubro, mas ainda acumula desvalorização de 4,97% desde o início do ano, o que significa que o real se valorizou frente ao dólar em 2026. Para quem precisa da moeda em espécie, o preço ficou acima da cotação comercial: em Campo Grande, o dólar era vendido a R$ 5,6789, já com IOF, em consulta do Campo Grande News, enquanto a referência nacional do dólar turismo fechou a R$ 5,424, queda de 0,04%.
Na bolsa, o movimento foi mais intenso. O Ibovespa avançou 2,63% e terminou aos 192.113 pontos, praticamente na máxima de 192.119 registrada durante a sessão, segundo o Campo Grande News — o Money Times aponta 192.114,55 pontos, no maior nível desde abril. Com isso, o principal índice da B3 ampliou para 4,71% o ganho na semana e para 3,10% a valorização em outubro, acumulando alta de 19,23% desde janeiro.
Como chegamos até aqui: eleição e cenário externo
O cenário externo ajudou a pavimentar o bom humor da sexta-feira. Os Estados Unidos criaram 29 mil postos de trabalho fora do setor agrícola em setembro, número distante dos 90 mil esperados pelo mercado, enquanto a taxa de desemprego permaneceu em 4,2%. Um mercado de trabalho menos aquecido tende a reduzir a pressão por novos aumentos de juros pelo Federal Reserve, o banco central americano, o que costuma beneficiar moedas e bolsas de países emergentes como o Brasil.
No domingo (4), o primeiro turno confirmou o esperado segundo turno entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo o Money Times, Flávio ficou à frente do petista, com 47,03% dos votos válidos contra 45,16%. O pleito também foi marcado pelo avanço da direita e da extrema-direita no Senado e na Câmara dos Deputados, segundo o Money Times, e, de acordo com o InfoMoney, a direita venceu 10 de 19 governos estaduais decididos já no primeiro turno.
Linha do tempo dos últimos dias:
- Sexta-feira (2): dólar fecha na faixa de R$ 5,21 e Ibovespa sobe 2,63%, aos 192 mil pontos, no último pregão antes do 1º turno.
- Domingo (4): primeiro turno confirma segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, com o senador à frente nos votos válidos.
- Segunda-feira (5): mercados reagem ao resultado; ETF brasileiro EWZ dispara mais de 11% em Nova York e ADRs de Petrobras, Itaú e Bradesco saltam mais de 10%.
- 25 de outubro: data marcada para o segundo turno das eleições.

Reação dos mercados após o resultado eleitoral
Na segunda-feira (5), os investidores passaram a digerir o resultado das urnas. O iShares MSCI Brazil (EWZ), principal ETF brasileiro negociado em Nova York, subia 11,89%, cotado a US$ 42,73, segundo o Money Times; o InfoMoney registrou alta de até 13% do índice, com ADRs de Petrobras, Itaú e Bradesco saltando mais de 10%. A leitura de profissionais do mercado, segundo o InfoMoney, é que a liderança de Flávio Bolsonaro sobre Lula no primeiro turno abriu espaço para altas fortes dos ativos brasileiros.
Segundo o Money Times, uma potencial vitória do senador consolidaria o poder conservador, que tende a aplicar políticas vistas como favoráveis ao mercado, como o ajuste fiscal e uma possível nova reforma da Previdência. O JPMorgan vê Flávio Bolsonaro como favorito para o segundo turno e projeta a bolsa brasileira com potencial de alta de até 11% no curto prazo, com o dólar perto de R$ 4,95; o avanço adicional dos ativos, avalia o banco, dependerá de sinalizações fiscais e da equipe econômica.
O Goldman Sachs, por sua vez, avalia que o real pode se fortalecer ainda mais após o primeiro turno e que o dólar pode chegar a R$ 4,50. Para estimar até onde a apreciação da moeda brasileira poderia ir, o banco usa como referência a eleição de 2018, segundo o InfoMoney.
Boletim Focus: o que o mercado espera para câmbio, juros e inflação
O Boletim Focus mais recente, repercutido pelo InfoMoney, manteve a projeção do dólar para 2026 em R$ 5,20, sem alterações. Para os anos seguintes, as estimativas ficaram em R$ 5,28 (2027), R$ 5,30 (2028) e R$ 5,33 (2029), esta última com leve redução em relação aos R$ 5,35 anteriores.
Para a Selic, a taxa básica de juros, o mercado manteve a projeção em 13,50% para este ano, com 12% em 2027, 10,50% em 2028 e 10% em 2029. Já as estimativas de inflação medida pelo IPCA subiram para 2026, de 4,99% para 5,01%, e para 2029, de 3,50% para 3,51%, enquanto as projeções de crescimento do PIB foram ligeiramente reduzidas para 2026 (1,85%), 2027 (1,40%) e 2028 (1,81%).

Entenda: dólar comercial, turismo, Ibovespa, ADRs e Focus
O dólar comercial é a cotação usada nas grandes transações entre bancos, empresas e governos, e serve de referência para o mercado. O dólar turismo é o valor pago pelo consumidor que compra a moeda em espécie ou em cartões pré-pagos: ele incorpora impostos, como o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), custos operacionais e a margem de cada casa de câmbio, por isso fica acima da cotação comercial e varia entre instituições.
O Ibovespa é o principal índice da B3, a bolsa brasileira, e reúne as ações mais negociadas do mercado. ADRs são recibos de ações de empresas brasileiras negociados na bolsa de Nova York, e o EWZ é um ETF — fundo de índice — que replica uma cesta de ações brasileiras nos Estados Unidos, servindo de termômetro do apetite do investidor estrangeiro. Já o Boletim Focus é um levantamento semanal do Banco Central com as projeções de instituições financeiras para indicadores como câmbio, inflação, juros e PIB. O Fed (Federal Reserve) é o banco central dos Estados Unidos, e seus juros influenciam o fluxo de dinheiro pelo mundo.
Petróleo e cenário internacional
No mercado de energia, a possibilidade de aumento da oferta pressionou as cotações na sexta-feira. Países europeus acertaram a liberação de estoques de diesel e discutiram uma ação coordenada para colocar também petróleo das reservas no mercado, em meio a preocupações com restrições no fornecimento de derivados. O Brent, referência internacional, caiu 0,06% e terminou a US$ 102,25 por barril, enquanto o WTI, referência nos Estados Unidos, recuou 1,90%, a US$ 91,11, segundo o Campo Grande News.
Na segunda-feira (5), os preços do petróleo operavam de forma mista a em queda, com o Brent na faixa de US$ 101,90 a US$ 102,56 e o WTI perto de US$ 90,20 a US$ 90,40, segundo InfoMoney e Money Times. Pesavam o aumento das exportações do Oriente Médio, a liberação de estoques por países do G7 e a redução inesperada dos preços da Aramco para a Ásia, em meio às tensões geopolíticas na região, segundo o InfoMoney. O ouro, por sua vez, subia 0,80%, a US$ 4.195,70 por onça-troy, e o bitcoin avançava 1,3%, a US$ 85.886,44, segundo o Money Times.

O que vem a seguir
A atenção dos investidores se volta agora para o segundo turno, marcado para 25 de outubro, e para as alianças que os dois candidatos costurarão até lá, segundo o Money Times. O mercado também acompanhará as sinalizações fiscais e a eventual composição da equipe econômica, apontadas pelo JPMorgan como condição para um avanço adicional dos ativos brasileiros.
Na agenda de indicadores, a semana começou com liquidez reduzida por causa do feriado do Dia Nacional na China, que manteve os mercados do país fechados. Entre os destaques desta segunda-feira (5) estavam o Boletim Focus no Brasil, os PMIs de serviços da zona do euro, do Reino Unido, do Brasil e dos Estados Unidos, além do ISM de serviços americano, conforme programação divulgada pelo Money Times.
Perguntas rápidas
Qual a cotação do dólar hoje?
Na sexta-feira (2), último pregão antes do primeiro turno, o dólar comercial fechou na faixa de R$ 5,21 — R$ 5,2158 segundo o Campo Grande News e R$ 5,2165 segundo o Money Times, com leve queda no dia.
Por que o dólar caiu na véspera da eleição?
Segundo o Campo Grande News, o mercado combinou cautela com a votação de domingo à reação aos dados de emprego dos Estados Unidos, que vieram abaixo do esperado e reduziram a pressão por novos aumentos de juros pelo Fed.
Qual a diferença entre dólar comercial e dólar turismo?
O dólar comercial é usado nas grandes transações entre bancos e empresas. O turismo, pago pelo consumidor, incorpora IOF, custos operacionais e margem das casas de câmbio, por isso fica mais caro — em Campo Grande, era vendido a R$ 5,6789.
Fontes consultadas
- Dólar fica perto da estabilidade no último pregão antes do 1º turno das eleições — Valor Econômico
- Dólar cai a R$ 5,216 e Bolsa tem forte alta com desaceleração americana — UOL Economia
- Dólar fecha a R$ 5,2158 antes do 1º turno e Ibovespa sobe 2,63% — Campo Grande News
- Ibovespa Hoje Ao Vivo: Confira o que movimenta Bolsa, Dólar e Juros nesta segunda — InfoMoney
- Avanço do bolsonarismo nas eleições mexe com mercados hoje; Ibovespa em dólar dispara 11% nesta segunda-feira (5) — Money Times
Texto elaborado com apoio de inteligência artificial a partir das fontes acima. Encontrou um erro? Avise a redação.
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