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Por que a cafeína deixa algumas pessoas em alerta e outras não sentem nada?

A resposta individual à cafeína é determinada por fatores genéticos, hábitos e condições hormonais. Enquanto alguns metabolizam a substância rapidamente, outros sentem efeitos prolongados que impactam o sono e a ansiedade.

Por Redação WebWorks Notícias · · atualizado em 3 de outubro de 2026 · 5 min de leitura

A yellow mug surrounded by a bed of freshly roasted coffee beans in a rich and aromatic setting.
Foto: Fisch Productions / Pexels

A cafeína é a substância psicoativa mais consumida no planeta, presente em bilhões de xícaras de café diárias, além de energéticos, refrigerantes, chocolates e suplementos. No entanto, a reação a ela é profundamente individual: enquanto algumas pessoas conseguem dormir logo após o consumo, outras permanecem em estado de alerta por horas. Essa disparidade ocorre devido à forma como cada organismo processa a substância, envolvendo desde a genética até hábitos de vida, o que torna a moderação a principal recomendação para a maioria dos adultos.

Resumo rápido

  • A cafeína mascara o cansaço ao bloquear a adenosina no cérebro, mas não gera energia extra.
  • O gene CYP1A2 determina a velocidade com que o fígado metaboliza a substância.
  • Fatores como tabagismo, gravidez e uso de medicamentos alteram a sensibilidade à cafeína.
  • O tempo de eliminação da substância do corpo varia entre 6 e 20 horas por pessoa.
  • O consumo moderado de café está associado a menores riscos de doenças graves e maior longevidade.
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Imagem ilustrativa: Google DeepMind / Pexels

O que acontece no corpo: Por que a cafeína deixa algumas pessoas em alerta e outras não sentem nada?

A substância atua no cérebro bloqueando a adenosina, um composto químico que se acumula ao longo do dia e sinaliza ao corpo a necessidade de dormir. Ao impedir essa ação, a cafeína afasta a sensação de fadiga, melhora a concentração e aumenta o estado de alerta. Contudo, especialistas ressaltam que ela não fornece energia adicional ao organismo, funcionando apenas como um mascarador do cansaço.

Após a ingestão, a cafeína entra na corrente sanguínea e atinge rapidamente o cérebro. A partir daí, ela começa a ser decomposta por uma enzima no fígado para ser posteriormente eliminada através da urina. Esse processo de limpeza não é uniforme, podendo levar de seis a 20 horas para ser concluído, dependendo de cada indivíduo.

Para quem possui metabolismo lento, o acúmulo da substância pode gerar efeitos adversos. Segundo a professora Marilyn Cornelis, da Universidade Northwestern, uma pessoa pode não sentir a primeira xícara, mas a ingestão de uma segunda dose poucas horas depois pode desequilibrar o organismo e provocar ansiedade.

Fatores genéticos e a influência da ancestralidade

A rapidez com que o fígado processa a cafeína é controlada por um gene específico, o CYP1A2. A variação desse gene explica por que algumas pessoas são naturalmente mais resistentes aos efeitos estimulantes do que outras. A ancestralidade também desempenha um papel nesse mecanismo biológico.

De acordo com um estudo publicado este ano, indivíduos de origem sul-americana e europeia tendem a metabolizar a cafeína de maneira mais acelerada. Isso significa que a substância permanece menos tempo em seus sistemas, permitindo que recuperem o sono ou a calma mais rapidamente do que pessoas de outras origens genéticas.

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Imagem ilustrativa: Yan Krukau / Pexels

Hábitos e condições que alteram a sensibilidade

Além do DNA, fatores externos influenciam a metabolização. O hábito de fumar cigarros convencionais estimula o fígado, podendo acelerar a decomposição da cafeína em até 65%. Esse fenômeno explica por que fumantes costumam consumir mais café e por que quem interrompe o tabagismo sente a bebida habitual muito mais forte.

Por outro lado, certas condições reduzem a eficiência do fígado. Durante a gravidez, alterações hormonais suprimem a enzima responsável pela metabolização. Da mesma forma, o uso de pílulas anticoncepcionais, alguns tipos de antibióticos e outros medicamentos prescritos podem reter a cafeína no corpo por mais tempo.

  • Fumantes: metabolizam a cafeína até 65% mais rápido.
  • Grávidas: possuem a enzima hepática suprimida por hormônios.
  • Usuários de certos medicamentos: podem ter a retenção da substância prolongada.
  • Consumidores regulares: desenvolvem menor sensibilidade devido à adaptação do corpo.

Posicionamentos de especialistas e recomendações

A psicóloga e especialista em sono Lindsay Browning sugere que a cafeína não apenas dificulta o início do sono, mas prejudica a sua qualidade. Ela recomenda evitar a substância cerca de seis horas antes de dormir — sugerindo, por exemplo, interromper o consumo às 14h para quem planeja dormir às 22h —, embora ressalte que regras rígidas ignoram a individualidade biológica.

Quanto à segurança, o professor emérito de nutrição da Universidade de Bristol, Peter Rogers, afirma que a cafeína é relativamente segura. Segundo ele, overdoses são raras e envenenamentos graves geralmente ocorrem apenas com a ingestão de vários gramas de produtos altamente concentrados em poucos minutos.

Para gestantes, o NHS (Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido) recomenda a ingestão máxima de 200 mg por dia, o que equivale a duas xícaras de café coado. A medida visa prevenir complicações como o baixo peso ao nascer, associado ao consumo excessivo da substância.

An adult woman relaxing indoors with artistic face paint, lying on a pillow and blanket in a cozy setting.
Imagem ilustrativa: Darina Belonogova / Pexels

Entenda os conceitos biológicos

A adenosina é a substância química responsável por criar a 'pressão do sono' no cérebro. Quanto mais tempo ficamos acordados, mais ela se acumula, induzindo o relaxamento. A cafeína, por ter uma estrutura similar, 'engana' os receptores de adenosina, impedindo que eles recebam o sinal de cansaço.

O metabolismo hepático é o processo pelo qual o fígado transforma substâncias químicas em compostos mais simples para que possam ser excretados. No caso da cafeína, a enzima CYP1A2 é a ferramenta principal para essa quebra química; quanto mais eficiente for essa enzima, mais rápido a pessoa deixa de sentir os efeitos do café.

Impactos na saúde e longevidade

Apesar dos riscos de ansiedade e insônia em doses elevadas, o consumo moderado de café está ligado a benefícios. Décadas de pesquisas indicam que pessoas que mantêm esse hábito regular tendem a apresentar menor risco de desenvolver diversas doenças graves.

Embora a ciência não possa isolar o café como a única causa, os dados sugerem que esses consumidores podem ter uma expectativa de vida ligeiramente maior do que aqueles que não consomem a bebida. A chave para esses resultados positivos, segundo as fontes, reside na moderação.

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Imagem ilustrativa: Vlada Karpovich / Pexels

Assuntos: saúdenutriçãocafeínagenéticasono

Perguntas rápidas

Por que algumas pessoas dormem logo após tomar café?

Isso ocorre devido a fatores genéticos, especialmente o gene CYP1A2, que faz com que algumas pessoas metabolizem a cafeína muito mais rapidamente que outras.

A cafeína realmente dá energia ao corpo?

Não. Segundo especialistas, a cafeína apenas mascara o cansaço ao bloquear a ação da adenosina no cérebro, não fornecendo energia extra.

Qual a recomendação de consumo para grávidas?

O NHS recomenda que mulheres grávidas mantenham a ingestão abaixo de 200 mg por dia, o equivalente a cerca de duas xícaras de café coado.

Fontes consultadas

Texto elaborado com apoio de inteligência artificial a partir das fontes acima. Encontrou um erro? Avise a redação.

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