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Erupção solar gera alerta de tempestade geomagnética G1

A NOAA alertou para uma tempestade geomagnética de nível G1 que deve atingir a Terra em 2 de outubro. O evento foi causado por uma erupção solar e não deve provocar interrupções na rotina diária da população.

Por Redação WebWorks Notícias · · atualizado em 7 de outubro de 2026 · 4 min de leitura

Beautiful sunset with vibrant sun and clouds over Campo dei Fiori, Italy.
Foto: Giona Mason / Pexels

A Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA) emitiu um alerta sobre a chegada de uma tempestade geomagnética à Terra, prevista para começar nesta sexta-feira, 2 de outubro. O fenômeno é resultado de uma erupção solar ocorrida entre os dias 28 e 29 de setembro, que lançou plasma e material solar ao espaço. Classificado como nível G1 — o patamar mais baixo de uma escala que vai até G5 —, o evento é monitorado por possíveis efeitos em sistemas tecnológicos e a ocorrência de auroras em latitudes elevadas.

Resumo rápido

  • Tempestade de nível G1 prevista para sexta-feira (2) e domingo (4) de outubro.
  • Causada por erupção de filamento solar e Ejeção de Massa Coronal (EMC).
  • Impactos limitados em satélites e sistemas elétricos, principalmente em altas latitudes.
  • Sem previsão de interrupções generalizadas de internet ou telefonia celular.
  • Condições favoráveis para a observação de auroras nas próximas noites.
A high-resolution image capturing the Sun's surface with visible sunspots, ideal for astronomical study.
Imagem ilustrativa: Kim Petitfils / Pexels

O que aconteceu na erupção solar

O processo teve início com a instabilidade e o rompimento de um filamento solar, que consiste em uma fita densa de material solar e plasma suspensa por forças magnéticas. Esse rompimento lançou material para o espaço, gerando uma Ejeção de Massa Coronal (EMC).

A análise da NOAA indica que essa massa coronal atingirá a Terra por meio de sua borda lateral, o que é tecnicamente chamado de 'impacto de raspão'. Além desse primeiro evento, foi detectada uma segunda ejeção de massa, originada por um flare de classe C8.6 da região AR4535. Este segundo pulso de atividade deve alcançar o planeta no domingo, 4 de outubro.

Como chegamos até aqui

A atividade solar apresentou oscilações recentes. Entre as 11 UTC de 30 de setembro e 11 UTC de 1º de outubro, os níveis foram considerados muito baixos, com exceção de um flare de classe B5.0 registrado às 2h50 UTC de 1º de outubro em uma região não numerada. O cenário atual não possui relação com um alerta anterior de agosto, quando ocorreu uma explosão de classe M6.9 no dia 25 daquele mês.

  • 25 de agosto: Explosão solar de classe M6.9 (episódio encerrado).
  • 28 ou 29 de setembro: Erupção de filamento solar e lançamento de material.
  • 1º de outubro: Registro de flare de classe B5.0.
  • 2 de outubro: Previsão de chegada da primeira onda de material solar.
  • 3 de outubro: Expectativa de calmaria geomagnética.
  • 4 de outubro: Previsão de novo impacto de raspão por segunda ejeção de massa.
Stunning aurora borealis illuminating the dark starry night sky in vivid blue and green hues.
Imagem ilustrativa: Marek Pavlík / Pexels

Quem são os envolvidos e monitoramento

O monitoramento é realizado pela NOAA, que acompanha regiões específicas de manchas solares. Atualmente, a região AR4535 (classificada como beta-gamma) e a AR4544 (classificada como beta) estão sob observação. Enquanto a AR4535 produziu o flare quase de classe M, a AR4544 apresentou crescimento, mas permaneceu inativa no último período estudado.

Além dessas, há uma região no nordeste, ainda sem numeração oficial, que produziu flares de baixa intensidade. Outro elemento monitorado é um buraco coronal em formato de coração, localizado no centro do disco solar voltado para a Terra, que envia ventos solares rápidos em direção ao planeta.

Entenda os conceitos

Uma Ejeção de Massa Coronal (EMC) ocorre quando o Sol expele grandes volumes de plasma e campos magnéticos. Quando esse material interage com a magnetosfera — a região do campo magnético da Terra —, pode gerar uma tempestade geomagnética. A NOAA utiliza uma escala de G1 (menor) a G5 (maior) para classificar a intensidade desses eventos.

É importante diferenciar a tempestade geomagnética dos apagões de rádio. Enquanto a primeira resulta da interação do plasma com o campo magnético terrestre, os apagões de rádio são causados pela radiação de explosões solares que atinge a Terra. O índice Kp é a medida da atividade geomagnética, tendo variado entre 0 e 1 no período recente.

A large satellite dish with a clear blue sky in the background, showcasing modern communication technology.
Imagem ilustrativa: Jake Heinemann / Pexels

Impactos e por que importa

Para eventos de nível G1, a NOAA afirma que não há danos à população ou interrupções significativas na rotina. No entanto, podem ocorrer oscilações em sistemas elétricos e pequenas alterações em operações de satélites, especialmente em latitudes elevadas. O aumento do arrasto atmosférico (drag) na atmosfera superior pode, em casos mais intensos, exigir que operadores ajustem a trajetória de objetos em órbita baixa.

Não há previsão de apagões generalizados de internet ou falhas em smartphones. Serviços que dependem de GPS e satélites podem sofrer influências, mas a tendência é que esses efeitos se concentrem longe do equador.

O que vem a seguir

As previsões indicam baixa atividade solar para os próximos dias. A probabilidade de flares de classe C subiu de 40% para 45%, enquanto a chance de atividade de classe M caiu de 15% para 10%. Entre 30 de setembro e 2 de outubro, a NOAA estima uma chance diária de 10% para apagões de rádio (níveis R1 a R2) e de 1% para tempestades de radiação solar nível S1 ou superior.

Para os entusiastas da astronomia, a combinação do vento solar rápido do buraco coronal com as ejeções de massa cria condições favoráveis para a observação de auroras nas próximas noites, principalmente em regiões de latitudes altas.

Stunning Aurora Borealis illuminating the night sky in Karasjok, Norway.
Imagem ilustrativa: Oliver Schröder / Pexels

Assuntos: SolNOAAtempestade geomagnéticaastronomia

Perguntas rápidas

O que aconteceu com o Sol?

Houve a erupção de um filamento solar que gerou uma Ejeção de Massa Coronal (EMC), lançando plasma e partículas em direção à Terra.

Quais são os riscos para a população e a tecnologia?

O evento é de nível G1, o menor da escala. Não são esperadas interrupções generalizadas de internet ou celular, apenas possíveis oscilações em sistemas elétricos e satélites em altas latitudes.

Haverá impactos no Brasil?

Não há indicação de alterações no funcionamento cotidiano de celulares, internet ou redes elétricas no Brasil, pois os efeitos são mais perceptíveis próximos aos polos.

Fontes consultadas

Texto elaborado com apoio de inteligência artificial a partir das fontes acima. Encontrou um erro? Avise a redação.

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