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Dino determina que União faça avaliação técnica de regras de atuação da CVM

O ministro Flávio Dino, do STF, determinou que o governo federal realize uma avaliação técnica das regras da CVM no prazo de 90 dias, citando falhas de controle e o caso do Banco Master.

Por Redação WebWorks Notícias · · atualizado em 5 de outubro de 2026 · 3 min de leitura

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Foto: Zulfugar Karimov / Pexels

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou neste domingo (20) que o governo federal promova a avaliação técnica e a reapreciação das regras normativas da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), órgão responsável pela fiscalização do mercado de capitais no país. A determinação estabelece um prazo de 90 dias para o cumprimento da medida, que deverá ser coordenada pelo Ministério da Fazenda para a apresentação de possíveis providências e ajustes no marco regulatório.

Resumo rápido

  • Ministro Flávio Dino determinou que a União avalie tecnicamente as normas da CVM em até 90 dias.
  • Decisão aponta fragilidades nos controles internos e cita o arquivamento de denúncias sem diligências mínimas.
  • Magistrado mencionou um caso de 2022 com detalhes sobre irregularidades no Banco Master.
  • Normas de 2021 e 2022 teriam gerado permissividade sistêmica em fundos de investimento, segundo o STF.
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Imagem ilustrativa: AlphaTradeZone / Pexels

O que aconteceu na decisão sobre a CVM

A nova ordem judicial foi proferida no âmbito de uma ação em andamento no STF. Na decisão, Dino apontou que as dificuldades enfrentadas pelo órgão regulador não se restringem apenas a limitações de orçamento, destacando falhas informadas pela Transparência Internacional sobre os controles internos e a independência funcional da instituição. O magistrado relatou indícios de que denúncias teriam sido arquivadas sem a realização de diligências básicas, citando o encaminhamento de um caso em 2022 que trazia previsões detalhadas sobre irregularidades encontradas posteriormente no Banco Master.

Além disso, a decisão menciona o descumprimento de regras da Controladoria-Geral da União (CGU) voltadas à proteção de identidades de denunciantes. O ministro destacou uma resolução de 2022 que permitiu a estruturação de investimentos em múltiplas camadas — quando um fundo aplica em cotas de outro fundo — sem limitação de teto. Para o magistrado, a regra gerou uma permissividade sistêmica que pode favorecer crimes como lavagem de dinheiro e dificultar a rastreabilidade das operações financeiras.

Contexto da fiscalização e ação no STF

O debate sobre o funcionamento da autarquia chegou ao Supremo Tribunal Federal em março de 2025, quando o partido Novo ajuizou uma ação para contestar o pagamento da taxa de fiscalização cobrada pelo órgão. Na ocasião, a legenda apontou que foram arrecadados R$ 2,4 bilhões entre 2022 e 2024, sendo R$ 2,1 bilhões oriundos exclusivamente de taxas. No mesmo período, o orçamento do órgão regulador foi de R$ 670 milhões, e cerca de 70% da arrecadação total foi direcionada ao caixa do governo federal, restando 30% para a atividade-fim.

Em julho, o STF homologou um plano emergencial para reestruturar o trabalho de fiscalização da CVM, após a própria União reconhecer a pertinência de debater melhorias regulatórias. Contudo, o tribunal apontou que o plano inicial enviado pelo governo deixou de contemplar a revisão dos instrumentos normativos, motivando a nova ordem expedida neste domingo.

Front view of the United States Supreme Court building on a sunny day with blue sky and clouds.
Imagem ilustrativa: Mark Stebnicki / Pexels

Entenda os termos e órgãos citados

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) é uma autarquia federal vinculada ao Ministério da Fazenda, criada para regular, normatizar, disciplinar e fiscalizar o mercado de valores mobiliários no Brasil. Já o Supremo Tribunal Federal (STF) é a instância máxima do Poder Judiciário brasileiro, responsável por zelar pela guarda da Constituição Federal e julgar ações de controle de constitucionalidade.

O que vem a seguir

Com a decisão do Supremo, o Ministério da Fazenda tem o prazo de 90 dias para coordenar a avaliação técnica das regras normativas da autarquia e apresentar as medidas cabíveis. O magistrado também pontuou a importância de uma atuação conjunta entre instituições de fiscalização, o Banco Central e a Polícia Federal para evitar assimetrias regulatórias e combater desvios no sistema financeiro.

Colleagues discussing documents in a corporate office meeting.
Imagem ilustrativa: Vlada Karpovich / Pexels

Perguntas frequentes (FAQ)

Abaixo estão as principais dúvidas sobre a decisão envolvendo o órgão regulador do mercado de capitais.

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Imagem ilustrativa: Rafael Minguet Delgado / Pexels

Assuntos: CVMFlávio DinoSTFMercado de CapitaisBanco Master

Perguntas rápidas

O que o ministro Flávio Dino determinou?

Dino determinou que a União realize uma avaliação técnica e reapreciação das regras normativas da CVM no prazo de 90 dias, coordenando medidas corretivas.

Por que a CVM passou a ser investigada ou questionada no STF?

O caso chegou ao STF em março de 2025 por meio de uma ação do partido Novo que contestou taxas de fiscalização, levando a questionamentos sobre estrutura e falhas de controle.

Qual a relação do Banco Master com o caso?

O ministro citou que denúncias anteriores enviadas à autarquia em 2022 continham detalhes sobre irregularidades que foram descobertas posteriormente no Banco Master.

Fontes consultadas

Texto elaborado com apoio de inteligência artificial a partir das fontes acima. Encontrou um erro? Avise a redação.

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