Pular para o conteúdo
Quarta-feira, 7 de outubro de 2026
Ibovespa 205.091 ▲ +10,06%Dólar R$ 4,99 ▼ -3,60%Euro R$ 5,59 ▼ -4,75%S&P 500 7.799 ▲ +1,92%Nasdaq 27.485 ▲ +2,32%Bitcoin R$ 417.169 ▼ -2,10%Ethereum R$ 12.841 ▼ -4,36%
WebWorks Notícias

Erupção de Yellowstone acabaria com a humanidade?

Uma simulação de pior caso para uma supererupção do vulcão de Yellowstone, feita pelos especialistas Ilan Kelman e Matthew Blackett e publicada no The Conversation, mostra que o evento causaria danos regionais graves, alterações climáticas globais e repercussões econômicas, mas não levaria à extinção da espécie humana.

Por Redação WebWorks Notícias · · atualizado em 6 de outubro de 2026 · 5 min de leitura

A spectacular display of volcanic ash rising into a cloudy sky, illustrating natural power.
Foto: Diego Girón / Pexels

Uma simulação de pior caso para uma supererupção do vulcão de Yellowstone, conduzida pelos especialistas Ilan Kelman e Matthew Blackett e publicada no The Conversation, indica que o evento provocaria danos extensos na região, alterações no clima global e impactos em cadeias de suprimento, embora não resulte na extinção da humanidade.

Resumo rápido

  • Especialistas Ilan Kelman e Matthew Blackett apresentaram simulação de supererupção VEI 8 no The Conversation.
  • A coluna de cinzas poderia atingir entre 30 e 50 quilômetros de altura.
  • Cidades como Billings, no Montana, poderiam acumular até 1,8 metro de cinzas; outras áreas da região receberiam quantidades mensuráveis.
  • O dióxido de enxofre liberado poderia formar aerossóis que refletem radiação solar, com resfriamento médio global estimado em até 1,5 °C.
  • Mesmo no cenário mais extremo modelado, a humanidade sobreviveria, embora os efeitos socioeconômicos pudessem persistir por décadas.
Explore the breathtaking view of lush green caldera landscapes in the Azores, Portugal with serene lakes and rolling hills.
Imagem ilustrativa: Erwan Grey / Pexels

O que aconteceu

Segundo a simulação, os primeiros indícios apareceriam cerca de dois meses antes da erupção principal, com um enxame incomum de pequenos terremotos sob a caldeira. O alerta aumentaria se surgissem simultaneamente tremores cada vez mais superficiais, elevação acelerada do solo, alterações no comportamento de gêiseres e mudanças nas concentrações de gases e na composição da água termal. Esses sinais já foram observados entre 2013 e 2014, quando partes da caldeira se elevaram mais de 15 centímetros por ano e a atividade sísmica aumentou, mas pesquisas posteriores atribuíram o episódio ao movimento de fluidos hidrotermais, e não ao magma.

Quando o magma alcançasse o sistema hidrotermal superficial, o contato com grandes volumes de água produziria explosões violentas de vapor, lama e fragmentos de rocha. Em seguida, magma rico em gases chegaria à superfície; a expansão desses gases fragmentaria o material e geraria uma coluna eruptiva entre 30 e 50 quilômetros de altura, classificada no nível máximo do Índice de Explosividade Vulcânica (VEI 8). Parte dessa coluna poderia colapsar, formando fluxos piroclásticos – correntes de gás, cinzas e rochas extremamente quentes – que devastariam as áreas próximas à caldeira.

Como chegamos até aqui

A última supererupção de Yellowstone ocorreu há aproximadamente 631 mil anos, espalhando cinzas por grande parte da América do Norte. O vulcão é monitorado continuamente pelo Observatório do Vulcão de Yellowstone (YVO), operado pelo Serviço Geológico dos EUA (USGS) em parceria com universidades, que mede sismicidade, deformação do solo, emissão de gases e atividade hidrotermal.

Entre 2013 e 2014, partes da caldeira apresentaram elevação do solo superior a 15 centímetros por ano, acompanhada de aumento da atividade sísmica. Investigações posteriores relacionaram esse padrão à circulação de fluidos hidrotermais, e não à ascensão de magma, mostrando que sinais isolados não confirmam uma erupção iminente. A simulação de pior caso utiliza dados de erupções passadas, modelos de dispersão de cinzas e estudos de eventos vulcânicos históricos para projetar possíveis consequências atmosféricas e sociais.

Close-up view of a communication tower with antennas under a clear blue sky, showcasing modern technology.
Imagem ilustrativa: Mark Stebnicki / Pexels

Quem são os envolvidos

Os autores da simulação são Ilan Kelman e Matthew Blackett, reconhecidos como especialistas em desastres e vulcanologia. Ambos trabalham em instituições de pesquisa no Reino Unido e na Noruega, com produção acadêmica focada em vulnerabilidade a desastres e redução de risco.

O artigo foi publicado no The Conversation, plataforma que reúne especialistas para divulgar análises baseadas em pesquisa acadêmica, com revisão por pares. Essa abordagem busca garantir que as informações apresentadas tenham fundamentação científica e sejam acessíveis ao público interessado em temas de risco e meio ambiente.

O que dizem as partes/as fontes

Kelman e Blackett enfatizam que a simulação não representa uma previsão de que Yellowstone entrará em erupção em breve; trata‑se de um exercício teórico baseado em cenários de pior caso. Eles ressaltam que o vulcão já apresentou sinais semelhantes aos do cenário hipotético – como elevação do solo e enxames sísmicos – sem que uma erupção ocorresse, o que ilustra a dificuldade de prever atividade vulcânica em longos períodos de tempo.

A principal conclusão dos autores é que, mesmo no escenario mais extremo modelado, a espécie humana não se extinguiria. Eles reconhecem que os efeitos sobre agricultura, transporte, energia e cadeias de suprimento poderiam persistir por décadas, gerando custos sociais e econômicos significativos, mas acreditam que a capacidade de adaptação humana permitiria a continuidade da civilização.

Detailed view of a floating iceberg in icy waters, showcasing its deep blue hues and textures.
Imagem ilustrativa: Francesco Ungaro / Pexels

Entenda

O Índice de Explosividade Vulcânica (VEI) é uma escala de 0 a 8 que mede a força de uma erupção considerando o volume de material ejetado e a altura da coluna eruptiva. Um evento classificado como VEI 8 corresponde a uma supererupção, capaz de ejetar mais de mil quilômetros cúbicos de depósitos.

Fluxos piroclásticos são correntes de gás, cinzas e fragmentos de rocha quentes que se movem rapidamente pelo solo, destruindo tudo em seu caminho. O dióxido de enxofre liberado na estratosfera forma aerossóis de sulfato que refletem parte da radiação solar, podendo provocar um resfriamento temporário da superfície, conhecido como inverno vulcânico.

Impactos e por que importa

A queda de cinzas pode fechar aeroportos, interromper rodovias, entupir sistemas de filtragem de água e ar e causar falhas em redes elétricas, afetando o abastecimento de água, o tratamento de esgoto, postos de combustível e telecomunicações. Essas interrupções seriam mais intensas nas regiões próximas à caldeira, mas se estenderiam a áreas mais distantes devido ao transporte das partículas pela atmosfera.

Na agricultura, a cobertura de cinzas danifica safras e pastagens, contamina reservatórios e reduz a produtividade. Como Estados Unidos e Canadá são grandes exportadores globais de grãos e carne, uma quebra de safra poderia pressionar preços internacionais de alimentos e contribuir para uma recessão econômica. No clima global, os aerossóis de dióxido de enxofre podem gerar um resfriamento médio estimado em até 1,5 °C, com variações regionais maiores, embora os autores considerem improvável que o resfriamento ultrapasse esse limite.

Smoke ascends from a recently burnt field in a lush rural landscape, bordered by trees.
Imagem ilustrativa: Kata Tsumuri / Pexels

Assuntos: Yellowstonesupervulcãosimulaçãoriscoseconomia

Perguntas rápidas

O que aconteceu na simulação de Yellowstone?

A simulação descreve os possíveis efeitos de uma supererupção do vulcão de Yellowstone, incluindo queda de cinzas, impactos na aviação, energia e agricultura, e um possível resfriamento global de até 1,5 °C, mas conclui que a humanidade não se extinguiria.

Por que o tema é importante?

Ele ajuda a entender os riscos associados a eventos vulcânicos de grande escala e suas possíveis repercussões em sistemas críticos como transporte, abastecimento de alimentos e estabilidade econômica, orientando o planejamento de contingência.

Quem são os especialistas por trás da análise?

Os especialistas são Ilan Kelman e Matthew Blackett, reconhecidos por seus trabalhos em desastres e vulcanologia, e o artigo foi publicado no The Conversation.

Fontes consultadas

Texto elaborado com apoio de inteligência artificial a partir das fontes acima. Encontrou um erro? Avise a redação.

Compartilhar: WhatsApp X Facebook

Leia também