Entenda o caso Xuxa x Andrea Sorvetão: dívida de apartamento, rompimento e disputa na Justiça
A apresentadora Xuxa Meneghel entrou com uma ação judicial para cobrar da ex-paquita Andrea Sorvetão o ressarcimento de despesas de um apartamento cedido gratuitamente. O débito, referente a encargos como condomínio e IPTU, ultrapassa R$ 26 mil após correção e juros.

A relação de longa data entre a apresentadora Xuxa Meneghel e a ex-paquita Andrea Sorvetão ganhou novos desdobramentos no âmbito judicial, marcando um capítulo oficial na disputa envolvendo um imóvel na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Protocolada em setembro de 2026 na 22ª Vara Cível da Capital, a ação movida pela defesa de Xuxa busca o ressarcimento de valores pagos pela apresentadora referentes a despesas que deveriam ter sido quitadas pela ocupante do bem. O caso envolve um contrato de empréstimo gratuito firmado no início de 2020, que previa a moradia da ex-paquita, de seu marido e de suas duas filhas no local por um período determinado. A controvérsia judicial ganha repercussão pública não apenas pelos valores cobrados, mas também pelo histórico de proximidade e pelo posterior distanciamento público entre as duas figuras públicas ao longo dos últimos anos.
Resumo rápido
- Xuxa processa Andrea Sorvetão para cobrar dívida de apartamento cedido no Recreio dos Bandeirantes, RJ.
- O débito inicial de pouco mais de R$ 16 mil chegou a mais de R$ 26 mil com juros e correção monetária.
- A ação foi protocolada em 16 de setembro de 2026 na 22ª Vara Cível da Capital.
- Sorvetão afirmou que passou por dificuldades financeiras, tentou negociar e mantém-se aberta ao diálogo.
- A defesa de Xuxa pede o pagamento integral, ressarcimento de custas e prioridade processual por idade.

O que aconteceu na disputa judicial entre Xuxa e Andrea Sorvetão
Segundo os documentos anexados ao processo protocolado em 16 de setembro de 2026 na 22ª Vara Cível da Capital, a cobrança refere-se a encargos de um apartamento localizado no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. O imóvel havia sido cedido a Andrea Sorvetão em janeiro de 2020 por meio de um contrato de comodato, modalidade que caracteriza o empréstimo gratuito do bem. No entanto, o acordo estipulava que a ocupante deveria arcar com as despesas ordinárias e tributárias do local, incluindo condomínio, IPTU, taxas e seguro contra incêndio, além do consumo de luz e gás, apresentando comprovantes mensais à administração. De acordo com a petição inicial, parte desses encargos deixou de ser quitada entre fevereiro de 2020 e março de 2021, totalizando dez cobranças em aberto que somavam inicialmente R$ 16.276,26, com valores unitários que variavam entre R$ 1.232,24 e R$ 2.229,91.
A defesa da apresentadora aponta que os débitos foram quitados diretamente por Xuxa por meio da administradora do imóvel, o motivador do pedido atual de ressarcimento na Justiça. Consta nos autos que Sorvetão realizou um pagamento parcial de R$ 1 mil em maio de 2020, mas a notificação extrajudicial ocorreu somente em setembro de 2023, quando o débito estimado já era de R$ 22.923,74. Com a aplicação posterior de juros e correção monetária, o montante atualizado atingiu a quantia de R$ 26.289,68 em julho de 2026. Os advogados da apresentadora ressaltam que o pedido não se trata de uma dívida direta com a prefeitura ou com o condomínio, mas sim de uma cobrança de reembolso pelos valores que a proprietária afirma ter arcado em decorrência do descumprimento das cláusulas contratuais estabelecidas.
Como chegamos até aqui: antecedentes do caso
O histórico da relação entre Xuxa Meneghel e Andrea Sorvetão remonta a décadas atrás, construído desde a época em que Andrea integrou o grupo de assistentes de palco conhecidas como paquitas. As duas mantiveram uma convivência próxima e pública por muitos anos até que o distanciamento se tornou evidente e público nos últimos anos, marcado por divergências pessoais e posicionamentos que passaram a ser comentados abertamente por ambas. Em paralelo ao afastamento afetivo e profissional, a situação habitacional foi formalizada em janeiro de 2020 com um prazo estipulado de 48 meses para a permanência da família no apartamento do Recreio dos Bandeirantes, sem a cobrança de aluguel.
A cronologia do conflito financeiro ganhou contornos formais ao longo dos anos seguintes à assinatura do contrato de comodato:
- Janeiro de 2020: Xuxa cede o apartamento no Recreio dos Bandeirantes por meio de comodato de 48 meses.
- Fevereiro de 2020 a março de 2021: Período em que houve inadimplência de taxas e impostos segundo o processo.
- Maio de 2020: Andrea Sorvetão realiza um pagamento parcial de R$ 1 mil referente às despesas.
- Setembro de 2023: A administradora envia notificação extrajudicial calculando o débito em R$ 22.923,74.
- 16 de setembro de 2026: Ação judicial é protocolada na 22ª Vara Cível da Capital cobrando R$ 26.289,68.

Quem são os envolvidos no processo
A autora da ação é Maria das Graças Meneghel, amplamente conhecida como Xuxa, apresentadora de televisão com carreira de projeção nacional e internacional. No processo judicial, a equipe jurídica da artista solicitou prioridade na tramitação do caso com fundamento na legislação brasileira aplicável a pessoas maiores de 60 anos de idade. A petição requer o pagamento integral do débito atualizado, além do ressarcimento das custas processuais e dos honorários advocatícios decorrentes da movimentação da máquina judiciária.
Do outro lado da ação está Andrea Sorvetão, ex-paquita e figura pública que integrou o elenco de programas infantis na década de 1980 e 1990. No imóvel objeto da disputa, ela residiu acompanhada de seu marido e de suas duas filhas durante o período autorizado pelo contrato de empréstimo gratuito. A defesa da ex-paquita e suas manifestações públicas compõem a contraparte do processo na esfera cível da Comarca da Capital do Rio de Janeiro.
O que dizem as partes e suas defesas
Em manifestações públicas e declarações sobre o caso divulgadas após a repercussão da ação, Andrea Sorvetão reconheceu que atravessou um período financeiramente delicado. Ela afirmou que tentou negociar a quitação da dívida e que buscava encontrar uma forma de pagamento que fosse compatível com sua realidade financeira no momento em que tomou conhecimento dos valores cobrados. A ex-paquita também declarou que ainda não havia sido oficialmente intimada do processo judicial e reforçou que sempre esteve aberta ao diálogo e à construção de uma solução consensual.
Por sua vez, os representantes legais de Xuxa sustentam nos autos que a cobrança é legítima e fundamentada no descumprimento das obrigações acessórias previstas no contrato de comodato. Segundo a argumentação jurídica apresentada, a apresentadora arcou com despesas que eram de obrigação exclusiva da comodatária por meio da administradora do bem, justificando o pedido de reparação patrimonial. Até o momento das movimentações iniciais, não havia registro de manifestação formal de mérito protocolada pela defesa de Sorvetão, visto que a citação oficial ainda aguardava desdobramentos procedimentais.

Entenda os termos jurídicos e contratuais citados
Para compreender o andamento do processo civil brasileiro, é útil esclarecer alguns conceitos técnicos fundamentais mencionados na disputa. O contrato de comodato, regulado pelo Código Civil, consiste no empréstimo gratuito de bens não fungíveis — como imóveis ou veículos —, no qual o recebedor (comodatário) pode utilizar a coisa temporariamente, assumindo normalmente os encargos de conservação, mas sem pagar aluguel ao proprietário (comodante).
Outro termo recorrente é a citação, ato processual formal pelo qual o réu é chamado a integrar uma ação judicial já movida contra si, tomando conhecimento oficial dos fatos e do prazo para apresentar sua defesa formal, chamada de contestação. Já a prioridade de tramitação é um benefício processual garantido pelo Estatuto da Pessoa Idosa a indivíduos com idade igual ou superior a 60 anos, acelerando o julgamento e o andamento das etapas na Justiça.
Impactos e por que o caso repercute
A repercussão da disputa judicial decorre principalmente da forte exposição pública das duas figuras envolvidas, cujas trajetórias artísticas cruzaram-se por décadas na história da televisão brasileira. O rompimento da amizade pessoal, que já havia gerado debates e especulações na mídia e nas redes sociais ao longo dos últimos anos, ganhou contornos práticos e formais com a judicialização de obrigações patrimoniais relativas a um imóvel residencial.
Além do aspecto midiático, o caso ilustra conflitos contratuais comuns decorrentes de acordos de empréstimo gratuito de bens imobiliários, nos quais a falta de adimplemento de taxas acessórias pode gerar litígios de cobrança na esfera cível. A movimentação processual evidencia os trâmites legais exigidos para a reparação de danos materiais decorrentes de obrigações inadimplidas em contratos particulares de locação e comodato.

O que vem a seguir na tramitação do processo
Nos próximos passos previstos para o andamento da ação na 22ª Vara Cível da Capital, aguarda-se a citação oficial de Andrea Sorvetão para que sua defesa possa apresentar formalmente a contestação aos pedidos formulados pela autora. Após a apresentação dos argumentos de ambas as partes, o juízo responsável analisará os documentos e as provas anexadas ao processo para proferir uma decisão de primeira instância sobre a cobrança.
Até o momento do ajuizamento e das primeiras manifestações públicas, não havia uma decisão judicial definitiva sobre o pedido de ressarcimento ou sobre os valores cobrados com juros e correção monetária. O desfecho da controvérsia dependerá tanto da instrução processual conduzida pelo Poder Judiciário quanto de eventuais acordos de conciliação que venham a ser pactuados entre as partes envolvidas.
Perguntas rápidas
O que motivou a ação judicial de Xuxa contra Andrea Sorvetão?
Xuxa cobra na Justiça o ressarcimento de despesas de um apartamento cedido gratuitamente a Sorvetão em 2020, cujos encargos como condomínio e IPTU teriam ficado em aberto.
Qual é o valor atual da dívida cobrada no processo?
A dívida, que inicialmente era de pouco mais de R$ 16 mil referentes a dez cobranças em aberto, chegou a R$ 26.289,68 em julho de 2026 após a incidência de juros e correção monetária.
O que diz Andrea Sorvetão sobre o caso?
Sorvetão afirmou que passou por um período financeiramente delicado, tentou negociar o pagamento de forma compatível com sua realidade e declarou estar aberta ao diálogo e à solução consensual.
Fontes consultadas
Texto elaborado com apoio de inteligência artificial a partir das fontes acima. Encontrou um erro? Avise a redação.
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