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Ministério Público investiga caso no Hopi Hari

O Ministério Público de São Paulo investiga o caso de uma jovem que sofreu traumatismo cranioencefálico e perdeu os movimentos do lado esquerdo após andar na montanha-russa Montezum, no parque Hopi Hari. A família busca esclarecimentos judiciais, enquanto a administração do parque afirma seguir normas rigorosas de segurança.

Por Redação WebWorks Notícias · · atualizado em 3 de outubro de 2026 · 6 min de leitura

Thrilling roller coaster ride in an outdoor amusement park setting during the day.
Foto: 🇻🇳🇻🇳 Việt Anh Nguyễn 🇻🇳🇻🇳 / Pexels

O Ministério Público de São Paulo abriu uma investigação para apurar o caso de uma jovem que perdeu parte dos movimentos do corpo após andar em uma montanha-russa do parque de diversões Hopi Hari, localizado em Vinhedo, no interior paulista. O episódio traz à tona discussões sobre a segurança em atrações radicais, reunindo relatos de vítimas anteriores, posicionamentos oficiais da administração do parque e detalhamentos médicos sobre a gravidade do traumatismo cranioencefálico sofrido pela visitante durante o passeio.

Resumo rápido

  • Ministério Público de São Paulo investiga lesões sofridas por jovem em montanha-russa do Hopi Hari.
  • Júlia Bossoni foi diagnosticada com traumatismo cranioencefálico, hemorragia e edema cerebral.
  • A atração envolvida é a Montezum, considerada a maior montanha-russa de madeira da América Latina.
  • Outros casos graves de lesões na mesma atração foram registrados em anos anteriores, conforme as fontes.
  • O Hopi Hari afirma que o equipamento possui certificação internacional e passa por inspeções regulares.
A close-up view of a steel roller coaster arch surrounded by lush summer foliage.
Imagem ilustrativa: Tito Zzzz / Pexels

O que aconteceu na montanha-russa do hopi hari

Em abril, Júlia Bossoni e João Pedro saíram de Londrina, no Paraná, com destino a Vinhedo, no interior de São Paulo, para visitar o parque de diversões Hopi Hari. Pela manhã, o casal conseguiu ficar entre os primeiros da fila para andar na Montezum, a maior montanha-russa de madeira da América Latina, inaugurada em 1999, com cerca de 42 metros de altura e velocidade que pode alcançar até 103 km/h. Após aproveitarem outras áreas do complexo ao longo do dia, os dois retornaram à atração no fim da tarde utilizando um passaporte VIP, conforme registraram as câmeras de segurança do local.

Imagens captadas pelo parque mostram a jovem consciente e tranquila durante a subida do carrinho, embora não existam registros visuais do restante do percurso. Cerca de dois minutos após a partida, a composição retornou à plataforma de embarque com Júlia desacordada e apresentando convulsões. Os funcionários prestaram os primeiros socorros e, após seis minutos, a visitante foi removida em uma maca para o ambulatório e, em seguida, encaminhada à Santa Casa de Vinhedo, situada a aproximadamente 15 quilômetros do parque.

Na unidade hospitalar, os exames iniciais apontaram uma hemorragia intracraniana e um grande edema cerebral, exigindo uma cirurgia de urgência. Segundo um laudo médico emitido por especialista, o traumatismo cranioencefálico foi provocado por um mecanismo de contragolpe durante o passeio. A família relatou que a jovem passou por 57 dias internada e por sete cirurgias, ficando sem os movimentos do braço e da perna esquerdos, além de apresentar dificuldades de fala e memórias turvas.

Como chegamos até aqui na linha do tempo

A montanha-russa Montezum acumula ao longo de sua trajetória relatos de incidentes graves envolvendo passageiros. O histórico de ocorrências inclui lesões severas na coluna e traumas relatados por frequentadores em anos anteriores ao inquérito atual instaurado pelo Ministério Público paulista.

  • 1999: Inauguração da montanha-russa de madeira Montezum no Hopi Hari.
  • 2014: O motoboy Márcio sofreu lesões na vértebra que o deixaram tetraplégico, vindo a falecer em 2023 por complicações de infecção.
  • 2018: A professora Nathalia Assenjo Motta sofreu deslocamento de vértebras cervicais e precisou implantar pinos e hastes na região.
  • Abril: Júlia e João Pedro visitam o parque e a jovem sofre traumatismo cranioencefálico na atração.
  • Agosto: Ministério Público de São Paulo emite parecer afirmando não haver risco coletivo ou defeito estrutural na atração.
A nurse helps a patient in a wheelchair down a hospital corridor, reflecting care and medical professionalism.
Imagem ilustrativa: RDNE Stock project / Pexels

Quem são os envolvidos no caso

A principal envolvida é Júlia Bossoni, jovem paranaense que teve a saúde severamente afetada e agora depende de cuidados diários intensivos. O seu companheiro, João Pedro, e a mãe da jovem, Danielle Rimolli, revezam-se no acompanhamento de uma rotina que envolve fisioterapia três vezes por dia, três vezes por semana, além de fonoaudiologia todo dia e terapia ocupacional. A família exige na Justiça esclarecimentos formais sobre as condições que resultaram nas lesões da jovem.

Entre os antecedentes mencionados constam também Nathalia Assenjo Motta, que adquiriu limitações na mobilidade do pescoço em 2018, e o falecido motoboy Márcio, que ficou tetraplégico após um incidente em 2014. No âmbito institucional, o Ministério Público de São Paulo conduz as apurações e análises periciais, enquanto a administração do Hopi Hari responde pelas condições operacionais da atração e pelos esclarecimentos públicos.

O que dizem as partes e as fontes oficiais

A administração do Hopi Hari declarou em notas oficiais que a Montezum possui certificação internacional emitida pelo Grupo TÜV Nord e que passa por inspeções técnicas anuais rigorosas. O parque destacou que segue as normas nacionais aplicáveis a parques de diversões e que mantém placas informativas e avisos sonoros nos acessos e filas para alertar sobre a intensidade da atração, contraindicando o uso por gestantes, pessoas com problemas na coluna e indivíduos com condições clínicas específicas.

A diretoria do parque também argumentou que o número de reclamações registradas em plataformas digitais representa um índice irrisório diante do fluxo de mais de um milhão de visitantes no período. Além disso, o Hopi Hari ressaltou um parecer emitido pelo Ministério Público em agosto de 2026 que descartou a existência de risco coletivo ou falhas de projeto na montanha-russa, apontando a regularidade operacional da estrutura sob a ótica da segurança dos consumidores.

Close-up of a hand resting on a desk near a stack of investigative documents and newspaper clippings.
Imagem ilustrativa: cottonbro studio / Pexels

Entenda os conceitos médicos e técnicos citados

O traumatismo cranioencefálico, comumente abreviado como TCE, refere-se a qualquer lesão física sofrida pelo tecido cerebral que altera de forma temporária ou permanente a função neurológica. O mecanismo de contragolpe, citado por especialistas médicos, ocorre quando o cérebro sofre impacto contra a parede interna do crânio após uma desaceleração brusca, o que pode romper vasos sanguíneos e gerar hemorragias internas.

Já a craniectomia descompressiva é um procedimento cirúrgico de emergência que envolve a remoção temporária de uma parte da calota craniana para conceder espaço de expansão ao cérebro quando este apresenta quadros severos de edema e inchaço intracraniano. No âmbito regulatório, certificações internacionais emitidas por organizações como o Grupo TÜV Nord atestam que determinados brinquedos cumprem padrões globais de testes mecânicos e estruturais de engenharia.

Impactos e por que importa para a segurança

Os impactos do incidente refletem diretamente na rotina da família de Júlia, que mantém um cronograma intenso de tratamentos médicos e terapias de reabilitação para tentar recuperar os movimentos da jovem. Em paralelo, o processo conduzido pelo Ministério Público de São Paulo permanece em andamento, com solicitações de perícias técnicas na estrutura da montanha-russa para determinar se houve conformidade nos protocolos de operação durante a visita de abril.

A repercussão do caso também motivou debates sobre a segurança em parques de diversões de grande porte no país e sobre a eficácia dos avisos preventivos em atrações classificadas como radicais. Enquanto a defesa da família busca reparações e esclarecimentos judiciais, a gestão do Hopi Hari anunciou planos para realizar reformas estruturais na Montezum previstas para o final de 2026, mantendo o funcionamento regular amparado por laudos técnicos e pareceres ministeriais.

Danger sign warning about unsafe structures and grounds with keep out notice.
Imagem ilustrativa: David McElwee / Pexels

Assuntos: hopi harimontezumministerio publicovinhedojustica

Perguntas rápidas

O que aconteceu com a jovem no Hopi Hari?

Júlia Bossoni sofreu um traumatismo cranioencefálico com hemorragia e edema cerebral após andar na montanha-russa Montezum, perdendo os movimentos do lado esquerdo do corpo.

O caso está sendo investigado?

Sim. O Ministério Público de São Paulo abriu uma investigação para apurar o caso e pediu uma perícia policial na montanha-russa, processo que ainda está em andamento.

Qual é a posição do Hopi Hari?

O parque informou que a atração possui certificação internacional, passa por inspeções regulares, segue normas de segurança e que um parecer do MP descartou risco coletivo no local.

Fontes consultadas

Texto elaborado com apoio de inteligência artificial a partir das fontes acima. Encontrou um erro? Avise a redação.

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