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Filme 100 Dias estreia nos cinemas e divide crítica sobre travessia de Amyr Klink

O filme 100 Dias estreia nesta quinta-feira (29) nos cinemas brasileiros. Dirigido por Carlos Saldanha e estrelado por Filipe Bragança, o longa adapta a travessia solitária de Amyr Klink pelo Atlântico Sul em 1984. Críticas do G1 e da Folha de S.Paulo destacam a competência técnica e o elenco, mas divergem sobre o impacto emocio

Por Redação WebWorks Notícias · · atualizado em 1 de novembro de 2026 · 8 min de leitura

Black and white image of a fisherman rowing wooden boat on Lake Tanganyika, Bujumbura.
Foto: Edouard MIHIGO / Pexels

O filme 100 Dias estreia nesta quinta-feira (29) nos cinemas brasileiros e reconta a travessia solitária de Amyr Klink pelo Atlântico Sul, realizada em 1984. Dirigido por Carlos Saldanha, o longa tem Filipe Bragança como protagonista e adapta o livro Cem Dias Entre Céu e Mar, escrito pelo próprio navegador. A obra encerrou a Première Brasil do Festival do Rio. As críticas publicadas pelo G1 e pela Folha de S.Paulo reconhecem o trabalho da produção e do elenco, mas avaliam que a narrativa nem sempre alcança a intensidade emocional sugerida pela história real.

Resumo rápido

  • 100 Dias estreia nesta quinta-feira (29) nos cinemas brasileiros e encerrou a Première Brasil do Festival do Rio.
  • A trama, ambientada em 1984, mostra Amyr Klink atravessando sozinho o Atlântico Sul a remo, de Lüderitz, na Namíbia, a Camaçari, na Bahia.
  • Filipe Bragança interpreta o navegador; Carlos Saldanha dirige o filme, com roteiro de Elena Soarez e Thais Tavares.
  • O G1 elogia a produção, a direção e o elenco, mas aponta falta de emoção, ritmo irregular e conflitos familiares previsíveis.
  • A Folha de S.Paulo classifica o filme como digno e não monótono, mas diz que a obra não explica o fascínio pela aventura e evita dramatizações excessivas.
A professional cameraman captures footage in a creatively lit, moody setting, backlit by warm light.
Imagem ilustrativa: Wolrider YURTSEVEN / Pexels

O que aconteceu: a travessia vira cinema

A história central de 100 Dias é a travessia que Amyr Klink realizou em 1984. Ele partiu de Lüderitz, na Namíbia, com destino a Camaçari, na Bahia, em uma pequena embarcação que ele mesmo projetou, movida a remo. Durante 100 dias, enfrentou a solidão, o medo e as limitações físicas impostas pela tarefa. Segundo a Folha de S.Paulo, ele se tornou o primeiro homem a atravessar o Atlântico nessa modalidade. O filme mostra o navegador quase sempre sozinho em cena, o que torna o trabalho de interpretação de Filipe Bragança central para a obra.

Além da aventura no oceano, a produção inclui a mãe de Amyr, Asa, interpretada por Philippine Leroy-Beaulieu, e o irmão Tymur, vivido por João Vitor Silva, que acompanham a jornada e ajudam na orientação do navegador em terra firme. O pai, Jamil Klink, é interpretado por Felipe Camargo. A CNN Brasil informa que o filme também aborda aspectos da vida pessoal do navegador, enquanto a crítica da Folha destaca que o roteiro apresenta o pai como um antagonista, alguém que desacreditava a atração do filho pelo mar.

Como chegamos até aqui: da aventura real ao longa-metragem

O longa-metragem adapta o livro Cem Dias Entre Céu e Mar, de autoria do próprio Amyr Klink. A adaptação situa a narrativa em 1984 e reconstrói o percurso de Lüderitz até Camaçari. A produção reúne a aventura central com relações familiares e lembranças da infância do navegador, ainda que as críticas indiquem diferenças na forma como alguns acontecimentos são apresentados. A Folha de S.Paulo destaca duas soluções técnicas ligadas à sobrevivência na travessia: um lastro que evitava que o barco virasse, funcionando como um joão-bobo, e a criação de alimento desidratado e dessalinizado, que podia ser reidratado com água do mar.

A cronologia da obra e da estreia pode ser resumida assim:

  • 1984 — Amyr Klink realiza a travessia solitária do Atlântico Sul, de Lüderitz, na Namíbia, a Camaçari, na Bahia, em 100 dias.
  • 1996 — Amyr Klink casa-se com Marina Bandeira, segundo a CNN Brasil.
  • 1997 — Nascem as gêmeas Tamara e Laura Klink.
  • 2000 — Nasce Marina Helena Klink, a caçula.
  • 2024 — Carlos Saldanha dirige Harold e o Lápis Mágico, filme que mistura atores reais com animação.
  • Quinta-feira (29) — 100 Dias estreia nos cinemas brasileiros, conforme o G1 e a CNN Brasil.
Stunning view of Antarctic glacier with rugged mountain peaks under a clear blue sky.
Imagem ilustrativa: Ham Chitnupong / Pexels

Quem são os envolvidos: elenco, equipe e família

Filipe Bragança vive Amyr Klink e, segundo o G1, assume a responsabilidade de sustentar o interesse do público nas longas sequências de solidão, transmitindo de forma convincente o desgaste físico e emocional do personagem. O jornal destaca ainda a atuação de João Vitor Silva, que convence na cumplicidade com Bragança, e de Philippine Leroy-Beaulieu, que aparece pouco, mas transmite a preocupação da mãe. Felipe Camargo, como Jamil Klink, é considerado pouco desenvolvido pelo roteiro, segundo o G1.

A direção é de Carlos Saldanha, conhecido pelas animações A Era do Gelo 2, A Era do Gelo 3 e Rio, e o roteiro foi escrito por Elena Soarez e Thais Tavares. O G1 avalia a direção como adequada e a produção como bem resolvida, com uma parte técnica satisfatória. A Folha de S.Paulo reconhece o mérito do filme em não se tornar monótono e evitar planos repetidos, apesar de se passar grande parte do tempo no bote e no mar. O G1 identifica cenas com cuidado estético, como quando o navegador rema ao lado de golfinhos ou observa as estrelas, mas registra que alguns efeitos visuais comprometem a imersão, com cenas que parecem ambientadas em estúdio e uma ameaça de tubarão com movimentos pouco naturais.

Fora das telas, a CNN Brasil detalha a família de Amyr Klink. Ele construiu uma família com Marina Bandeira, com quem se casou em 1996. Os dois são pais de três filhas: as gêmeas Tamara e Laura, nascidas em 1997, e a caçula Marina Helena, nascida em 2000. As três tiveram uma infância marcada pelas viagens da família à Antártica e pelo contato direto com a natureza. Tamara Klink seguiu os passos do pai e se tornou navegadora, escritora e palestrante, com destaque para travessias solitárias e um inverno sozinha no Ártico. Laura Klink estudou design gráfico e tem interesse por fotografia e navegação. Marina Helena formou-se em Administração de Empresas pela FGV e dedica-se a provas de longa distância, como maratonas.

O que dizem as fontes: críticas e expectativas

Para o G1, 100 Dias é um retrato correto da aventura histórica de Amyr Klink, mas pouco emocionante. A publicação considera a história naturalmente dramática e afirma que o filme acerta ao mostrar os esforços e privações do protagonista, fazendo do espectador cúmplice da missão. Ainda assim, segundo a crítica, o ritmo cai no trecho central e os conflitos familiares, sobretudo a relação com o pai e os flashbacks da infância, são previsíveis. A direção de Saldanha é eficaz para dar o clima angustiante e claustrofóbico, mas não consegue imprimir um pulso mais firme para criar uma emoção maior.

A Folha de S.Paulo classifica o filme como digno, mas afirma que a obra não explica o fascínio pela aventura de Amyr Klink. Para o crítico, o longa é relativamente frio, evita transbordamentos emocionais e dramatizações excessivas, e não chega a representar exaustão, dúvida ou angústia profunda. No único episódio realmente crítico, quando o herói se perde em uma corrente errada, é salvo por radioamadores antes mesmo de perceber o perigo. A falta de identificação com o fascínio pela travessia pode ser uma deficiência pessoal do crítico, e não do filme, segundo a própria publicação.

A CNN Brasil registra, em manchete de link relacionado, uma entrevista de Amyr Klink à emissora sobre a expectativa de Oscar para 100 Dias. A mesma fonte mostra que a produção amplia o olhar sobre a família do navegador, detalhando as trajetórias das filhas e como as viagens familiares influenciaram suas escolhas profissionais e interesses por meio ambiente, fotografia, navegação e exploração.

View from behind of people watching a movie in a cinema with red seats and a large screen.
Imagem ilustrativa: Tima Miroshnichenko / Pexels

Entenda: termos da travessia e da produção

Travessia a remo significa usar o remo para propelir a embarcação, em vez de depender de vento, motor ou correnteza. No caso de Amyr Klink, a empreitada durou 100 dias e foi realizada sozinho, em uma embarcação projetada pelo próprio navegador. O lastro citado pela Folha de S.Paulo é um peso colocado na parte inferior do barco para melhorar sua estabilidade e impedir que ele vire, funcionando como um joão-bobo — ou seja, fazendo com que a embarcação, ao emborcar, retorne imediatamente à posição normal. O termo live-action, usado pelo G1 ao caracterizar a produção de 100 Dias, designa filmes interpretados por atores em cenários reais, em contraposição à animação; o G1 observa que este é o primeiro filme totalmente live-action de Saldanha, já que Harold e o Lápis Mágico misturava atores reais com animação.

Impactos e por que importa

A estreia coloca no cinema uma aventura que a Folha de S.Paulo define como uma das mais conhecidas de Amyr Klink e que o G1 situa como uma grande superação humana. O longa amplia o alcance público da história ao combinar a travessia com a relação familiar, especialmente a influência do pai na decisão de Amyr de partir e o apoio da mãe e do irmão, conforme retratado no roteiro. As duas críticas reconhecem a competência técnica e o desempenho de Bragança, ao mesmo tempo em que registram divergências sobre a força emocional da narrativa. Para o público, a obra oferece uma interpretação do feito de Amyr Klink e um retrato de uma família marcada por viagens, natureza e exploração, segundo a CNN Brasil.

Open book on a peaceful beach during sunset, offering a tranquil reading experience.
Imagem ilustrativa: syd.trgt / Pexels

O que vem a seguir

O próximo marco imediato é a exibição de 100 Dias nos cinemas brasileiros a partir desta quinta-feira (29). A expectativa de uma indicação ao Oscar para o filme foi mencionada em manchete de entrevista de Amyr Klink à CNN Brasil, mas as fontes não informam data de anúncio, categoria nem resultado. Também não há indicação, nas reportagens fornecidas, de outros lançamentos, sessões especiais ou eventos posteriores relacionados ao longa.

Assuntos: cinema brasileiroamy klinkcarlos saldanhaestreiafestival do rio

Perguntas rápidas

Sobre o que é o filme 100 Dias?

O filme adapta o livro Cem Dias Entre Céu e Mar e reconta a travessia solitária de Amyr Klink pelo Atlântico Sul a remo, em 1984, partindo da Namíbia até a Bahia.

Quem dirigiu e quem protagoniza o longa?

A direção é de Carlos Saldanha e o protagonista Amyr Klink é interpretado por Filipe Bragança.

O que a crítica achou do filme?

O G1 considera o filme correto, mas pouco emocionante, com ritmo irregular e conflitos familiares previsíveis. A Folha de S.Paulo o classifica como digno e não monótono, mas frio e sem explicar o fascínio pela aventura.

Fontes consultadas

Texto elaborado com apoio de inteligência artificial a partir das fontes acima. Encontrou um erro? Avise a redação.

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