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IPCA-15 sobe 0,32% em outubro, puxado pelos alimentos

O IPCA-15 subiu 0,32% em outubro de 2026, após a alta de 0,70% de setembro, informou o IBGE. Alimentação e Bebidas foi o grupo de maior alta, com 0,88%, enquanto Habitação recuou 0,10%.

Por Redação WebWorks Notícias · · atualizado em 2 de novembro de 2026 · 8 min de leitura

A smiling couple selects apples together in a vibrant supermarket setting.
Foto: Jack Sparrow / Pexels

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), apontado como a prévia da inflação oficial do país, avançou 0,32% em outubro de 2026, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (23). O resultado ficou abaixo das estimativas de mercado para o mês e desacelerou em relação aos 0,70% registrados em setembro. A alta foi puxada pelo grupo Alimentação e Bebidas, que avançou 0,88%, com a alimentação no domicílio subindo 1,01%. No ano, o índice acumula 4,15% e, em 12 meses, 4,62%, contra 4,47% nos 12 meses imediatamente anteriores.

Resumo rápido

  • O IPCA-15 subiu 0,32% em outubro de 2026, resultado abaixo das estimativas do Projeções Broadcast para o mês.
  • No ano, o índice acumula 4,15%; em 12 meses, a alta é de 4,62%, ante 4,47% no período imediatamente anterior.
  • Alimentação e Bebidas teve a maior alta entre os grupos (0,88%) e contribuiu com 0,19 ponto percentual para o índice geral.
  • Os alimentos consumidos em casa avançaram 1,01%, com tomate (+24,54%), cebola (+13,63%), batata-inglesa (+10,96%) e arroz (+5,80%) em destaque.
  • Habitação foi o único grupo a recuar (-0,10%), com a energia elétrica residencial em queda de 0,89%.
  • Transportes avançou 0,05%, com combustíveis em alta e passagens aéreas em queda de 9,24%.
Colorful assortment of fresh vegetables at a supermarket display, highlighting peppers, squash, and cucumbers.
Imagem ilustrativa: Greta Hoffman / Pexels

O que aconteceu

A divulgação do IBGE mostrou um índice geral mais contido que o de setembro, com a desaceleração de 0,70% para 0,32%. Oito dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados subiram no mês; a exceção foi Habitação, que caiu 0,10%. O desempenho ficou abaixo do piso das estimativas do Projeções Broadcast, que apontavam alta entre 0,37% e 0,50%, com mediana de 0,44%. A Reuters, conforme o InfoMoney, indicava expectativa de 0,43% no mês e de 4,73% na comparação com outubro do ano anterior.

Alimentação e Bebidas apresentou a maior variação entre os grupos: 0,88%, contra 0,40% em setembro, e respondeu por 0,19 ponto percentual da variação total. Dentro do segmento, a alimentação no domicílio passou de 0,38% para 1,01%. Os principais aumentos foram os do tomate (24,54%), da cebola (13,63%), da batata-inglesa (10,96%) e do arroz (5,80%). Na direção contrária, a cenoura caiu 10,67%, as frutas recuaram 1,37% e o café moído caiu 1,16%. A alimentação fora do domicílio avançou de 0,44% para 0,56%, com a refeição subindo de 0,38% para 0,61% e o lanche de 0,44% para 0,66%.

Entre os demais grupos em alta, Despesas Pessoais avançou 0,55%, a segunda maior taxa do mês, abaixo dos 0,96% de setembro. Os destaques foram cinema, teatro e concertos (4,30%), pacote turístico (2,18%) e empregado doméstico (0,62%). Vestuário passou de 0,41% para 0,53%. Transportes subiu 0,05%, com os combustíveis passando de 0,22% para 1,20%: óleo diesel em 3,70%, etanol em 2,73% e gasolina em 0,92%. O gás veicular caiu 0,18%, e as passagens aéreas recuaram 9,24%, com efeito de -0,08 ponto percentual, de acordo com o InfoMoney.

Como chegamos até aqui

A leitura de outubro representa uma desaceleração frente ao mês anterior, quando o IPCA-15 avançou 0,70%. Em outubro do ano anterior, o indicador havia subido 0,18%. Na comparação de 12 meses, a alta acumulada passou de 4,47% para 4,62%. Para o acumulado no ano, o Projeções Broadcast indicava mediana de 4,74%, com estimativas entre 4,47% e 4,81%. O dado divulgado ficou abaixo dessa mediana. Na Habitação, o IBGE registrou a energia elétrica residencial em queda de 0,89% em outubro, após alta de 7,42% em setembro, com a mudança da bandeira tarifária da amarela para a verde.

  • Outubro de 2025: o IPCA-15 sobe 0,18% na mesma base de comparação.
  • 26 de agosto de 2026: as tarifas de energia elétrica são reduzidas em 6,65% em Fortaleza, por incorporação de recursos da repactuação do Uso de Bem Público (UBP), aprovada pela Aneel.
  • 18 de setembro de 2026: entra em vigor em Belém reajuste tarifário de 6,63% na energia elétrica.
  • Setembro de 2026: o IPCA-15 sobe 0,70%; a alimentação no domicílio avança 0,38% e a energia elétrica residencial sobe 7,42%.
  • 1º de outubro de 2026: desconto de 25% na tarifa mínima de água e esgoto em Curitiba, com queda de 8,05%.
  • 16 de setembro a 14 de outubro de 2026: período de coleta de preços da edição de outubro do IPCA-15.
Electrical meter and fuse box on a white wall in Cape Town, South Africa, for energy monitoring or billing.
Imagem ilustrativa: Akashni Weimers / Pexels

Quem são os envolvidos

O IBGE é o órgão responsável pela apuração do IPCA-15 e pela divulgação dos resultados. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aparece nos dados por ter aprovado a repactuação do Uso de Bem Público (UBP) ligada à redução tarifária em Fortaleza. O Projeções Broadcast é citado como a fonte das estimativas de mercado para o mês e para o acumulado de 12 meses, enquanto a Reuters aparece com projeções próprias para outubro e para a comparação anual.

O levantamento da Neogrid, que acompanha compras realizadas no varejo a partir de notas fiscais, registra o comportamento dos preços de alimentos em setembro. Nesse período, os legumes ficaram 18% mais caros, depois de recuarem 16,9% em agosto. No acumulado entre dezembro de 2025 e setembro de 2026, a categoria subiu 32,8%, seguida pelo feijão (29,7%) e pelo leite UHT (29,4%). O arroz subiu 6,4% em setembro, os ovos 4,5% e a carne bovina 3,6%. Segundo a CNN Brasil, a Neogrid considera preços, marcas, volumes vendidos e presença dos produtos nos pontos de venda, com base em mais de 40 milhões de notas fiscais por mês no Brasil.

O que dizem as projeções e os levantamentos

As estimativas consultadas pelo mercado apontavam resultado superior ao divulgado. O Projeções Broadcast indicava alta mensal entre 0,37% e 0,50%, com mediana de 0,44%, e acumulado de 12 meses entre 4,47% e 4,81%, com mediana de 4,74%. A Reuters, conforme o InfoMoney, estimava 0,43% no mês e 4,73% em 12 meses. Os números publicados ficaram abaixo dessas medianas tanto no mês quanto no acumulado de 12 meses.

A Neogrid registrou comportamento diferente para os alimentos no varejo em setembro: legumes em alta de 18%, arroz em 6,4%, ovos em 4,5% e carne bovina em 3,6%, com o óleo de cozinha subindo 3% em todas as regiões. As diferenças regionais nos legumes foram de cerca de 24% no Sudeste, 23,5% no Sul, 22,5% no Centro-Oeste, 13,8% no Nordeste e 7,7% no Norte. A carne suína subiu 30,2% no Norte e caiu 12,5% no Centro-Oeste. Segundo a CNN Brasil, a comparação entre os levantamentos evidencia a volatilidade dos preços dos alimentos, mas exige cautela, porque os dois levantamentos têm períodos e metodologias diferentes e categorias não necessariamente equivalentes.

A close-up of a US passport with credit cards, tickets, and a mobile phone on a table.
Imagem ilustrativa: DΛVΞ GΛRCIΛ / Pexels

Entenda o IPCA-15 e os grupos de preços

O IPCA-15 é um índice de preços calculado pelo IBGE que antecipa a leitura do IPCA, o indicador oficial da inflação. Ele mede a variação de preços de uma cesta de produtos e serviços consumidos por famílias. Na edição de outubro, a coleta de preços foi realizada entre 16 de setembro e 14 de outubro, conforme a CNN Brasil. O levantamento da Neogrid observa o varejo de setembro com base em notas fiscais, o que impede a comparação direta entre as duas bases de dados.

Habitação reúne itens como energia elétrica residencial, gás de botijão, aluguel residencial e taxa de água e esgoto. A bandeira tarifária define a cobrança adicional da conta de luz: a amarela prevê adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos, enquanto a verde não cobra essa parcela. O Uso de Bem Público (UBP) é o mecanismo de repactuação associado à redução tarifária em Fortaleza. Ponto percentual é a unidade usada para medir a contribuição de um item ou grupo para a variação total do índice.

Impactos e por que importa

A desaceleração do índice geral veio acompanhada de alta maior nos alimentos de consumo doméstico: a alimentação no domicílio passou de 0,38% para 1,01%. Itens de consumo frequente, como tomate, cebola, batata-inglesa e arroz, registraram os maiores aumentos do segmento, enquanto a cenoura, as frutas e o café moído recuaram. O grupo Alimentação e Bebidas respondeu por 0,19 ponto percentual dos 0,32% do índice geral, de acordo com a CNN Brasil.

Habitação foi o único grupo a cair, com a energia elétrica residencial passando de alta de 7,42% em setembro para queda de 0,89% em outubro após a mudança da bandeira tarifária para a verde. O IBGE destacou oscilações mais fortes em Fortaleza (-4,00%) e Belém (3,71%). Em Fortaleza, a redução de 6,65% nas tarifas, vigente desde 26 de agosto, foi ligada à incorporação de recursos da repactuação do UBP aprovada pela Aneel; em Belém, o reajuste de 6,63% vale desde 18 de setembro. A taxa de água e esgoto caiu 0,89%, com o desconto de 25% na tarifa mínima em Curitiba, a partir de 1º de outubro.

Na leitura regional do IPCA-15, dez das onze áreas de abrangência tiveram alta em outubro, segundo o InfoMoney. A maior variação foi a de Belém, com 0,76%, com altas do tomate (17,55%) e da energia elétrica residencial (3,71%). Curitiba teve o menor resultado, com queda de 0,27%, em um período de quedas nas passagens aéreas (-11,58%) e na taxa de água e esgoto (-8,05%). As demais variações dos grupos ficaram entre o recuo de 0,10% de Habitação e a alta de 0,55% de Despesas Pessoais.

Colorful display of fresh vegetables with price tags at a local market, showcasing broccoli, cabbage, and cauliflower.
Imagem ilustrativa: Matheus Bertelli / Pexels

O que vem a seguir

O IPCA-15 é apresentado como a prévia da inflação oficial, o que coloca a divulgação do IPCA na sequência do calendário de indicadores de preços. A edição de outubro considera a coleta realizada entre 16 de setembro e 14 de outubro, período que antecede a divulgação do resultado. Para os próximos meses, as fontes consultadas registram as projeções de mercado reunidas pelo Projeções Broadcast e pela Reuters, que podem ser usadas como referência de comparação quando novos dados forem publicados.

Assuntos: IPCA-15inflaçãoIBGEalimentaçãoeconomia

Perguntas rápidas

O que aconteceu com o IPCA-15 em outubro de 2026?

O índice subiu 0,32% em outubro, depois da alta de 0,70% registrada em setembro, informou o IBGE. Oito dos nove grupos de produtos e serviços subiram, e Habitação foi a única exceção, com recuo de 0,10%.

Qual grupo puxou a alta do IPCA-15 em outubro?

Alimentação e Bebidas, que avançou 0,88% e contribuiu com 0,19 ponto percentual para a variação total. Dentro do grupo, a alimentação no domicílio subiu 1,01%, com tomate, cebola, batata-inglesa e arroz entre os maiores destaques.

Por que o resultado ficou abaixo das estimativas de mercado?

O Projeções Broadcast apontava alta entre 0,37% e 0,50% para o mês, com mediana de 0,44%, e a Reuters estimava 0,43%. Os números divulgados ficaram abaixo dessas medianas, tanto no mês quanto no acumulado de 12 meses.

Fontes consultadas

Texto elaborado com apoio de inteligência artificial a partir das fontes acima. Encontrou um erro? Avise a redação.

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