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Strategy compra mais R$ 111 milhões em Bitcoin e amplia reserva para 848,5 mil BTC

A Strategy adquiriu 267 bitcoins por aproximadamente R$ 111 milhões, elevando seu estoque para 848.517 BTC. A empresa financiou a operação via venda de ações e mantém a estratégia de acumulação liderada por Michael Saylor.

Por Redação WebWorks Notícias · · atualizado em 28 de outubro de 2026 · 5 min de leitura

Close-up of golden Bitcoin coins on a laptop keyboard, symbolizing cryptocurrency investment.
Foto: Alesia Kozik / Pexels

A Strategy, companhia liderada por Michael Saylor, anunciou nesta segunda-feira (19) a aquisição de mais 267 bitcoins (BTC), totalizando um investimento de aproximadamente US$ 22,1 milhões, o equivalente a cerca de R$ 111 milhões. Com a nova operação, a empresa elevou seu estoque total para 848.517 BTC, consolidando sua posição como a companhia de capital aberto com a maior reserva da criptomoeda em todo o mundo. A movimentação, detalhada em documento oficial enviado à Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC), reforça a agressiva estratégia de acumulação de ativos digitais adotada pela organização.

Resumo rápido

  • Aquisição de 267 BTC entre 12 e 18 de outubro a um preço médio de US$ 82.900 por unidade.
  • Reserva total ampliada para 848.517 BTC, o que representa mais de 4% de todo o limite global de 21 milhões de moedas.
  • Financiamento realizado via venda de 140.872 ações ordinárias (MSTR) e uso de reservas em dinheiro.
  • Investimento acumulado desde agosto de 2020 soma aproximadamente US$ 64,02 bilhões.
  • Ganho não realizado estimado em US$ 5,6 bilhões, com ativos avaliados em US$ 69,6 bilhões.
A stack of gold Bitcoin coins placed on a shimmering gold glitter background.
Imagem ilustrativa: https://kaboompics.com/ / Pexels

O que aconteceu na nova aquisição de Bitcoin

As compras de Bitcoin foram efetuadas em um intervalo entre os dias 12 e 18 de outubro. O custo médio por unidade, já contabilizando taxas e despesas operacionais, foi de US$ 82.900. De acordo com os dados apresentados à SEC, a Strategy acumula agora um investimento total de US$ 64,02 bilhões desde que iniciou sua jornada de compras em agosto de 2020, mantendo um preço médio de aquisição global de US$ 75.446 por unidade de BTC.

Considerando que o Bitcoin era negociado próximo de US$ 82 mil nesta segunda-feira, o patrimônio da empresa em criptoativos está avaliado em cerca de US$ 69,6 bilhões. Esse montante gera um ganho não realizado de aproximadamente US$ 5,6 bilhões em relação ao custo de aquisição. O anúncio oficial foi precedido por uma publicação de Michael Saylor no domingo (18), na qual o executivo compartilhou um gráfico de acumulação com a frase "Encontramos espaço para mais laranja", referindo-se à cor característica do Bitcoin.

Como chegamos até aqui e cronologia de acumulação

A Strategy transformou a acumulação de Bitcoin no pilar central de sua estratégia financeira. Para sustentar esse crescimento exponencial, a empresa utiliza diversos mecanismos de captação de capital, como a emissão de ações ordinárias e títulos de crédito. Recentemente, a companhia também expandiu a escala de seu programa de recompra de títulos de crédito digital, elevando o limite anterior de US$ 2 bilhões para US$ 3 bilhões.

  • Agosto de 2020: A Strategy inicia oficialmente a estratégia de compra de Bitcoin.
  • 12 a 18 de outubro: Período de aquisição dos 267 BTC e venda de ações ordinárias para financiamento.
  • 18 de outubro: Michael Saylor antecipa a nova compra via redes sociais.
  • 19 de outubro: Divulgação oficial da reserva total de 848.517 BTC.
Candlestick chart showing a downward trend in the stock market analysis.
Imagem ilustrativa: Alex Luna / Pexels

Quem são os envolvidos e a dinâmica do mercado

A operação é capitaneada por Michael Saylor, fundador e principal entusiasta do Bitcoin como ativo de reserva da Strategy. No cenário de tesourarias corporativas, a empresa divide espaço com a Strive, que também anunciou compras recentes. A Strive adquiriu 1.223 BTC, alcançando a marca de 36.818 moedas, o que a coloca como a 4ª maior reserva entre empresas públicas, ultrapassando a mineradora Mara Holdings.

Enquanto a Strategy e a Strive expandem suas posições, a Mara Holdings apresenta tendências opostas. Dados on-chain sugerem que a mineradora pode ter depositado 1.000 BTC em corretoras como Binance e Gate nos últimos cinco dias. Esse movimento segue a venda de 15.133 bitcoins realizada em março, motivada por uma migração parcial de suas atividades operacionais para o setor de Inteligência Artificial (IA).

O que dizem as partes e analistas do setor

Michael Saylor continua defendendo a utilização da criptomoeda como o principal ativo de reserva da Strategy. Durante o ParaFi Investor Day, ocorrido na semana passada, o executivo apresentou a visão de criar instrumentos financeiros vinculados ao dólar e apoiados em reservas de Bitcoin. Segundo Saylor, tais produtos poderiam oferecer rendimentos anuais entre 6% e 8%, embora a proposta seja uma visão de desenvolvimento e não o lançamento de uma stablecoin imediata.

Em contrapartida, analistas da empresa de pesquisa K33 expressaram preocupações. Vetle Lunde, chefe de pesquisa da companhia, alertou para os custos crescentes ligados à emissão de ações preferenciais da Strategy. Lunde argumenta que as obrigações de pagamento de dividendos podem reduzir a eficiência do modelo de financiamento e, em cenários específicos, forçar a empresa a usar recursos que poderiam ser destinados à compra de mais Bitcoin.

Business professionals engaged in a strategic meeting in a modern office setting with natural light.
Imagem ilustrativa: Vlada Karpovich / Pexels

Entenda a estrutura financeira e os termos técnicos

A Strategy utiliza o programa 'at-the-market' (ATM), que permite a venda contínua de ações ordinárias diretamente no mercado, aproveitando as condições de negociação. Para financiar a última compra, a empresa vendeu 140.872 ações na Nasdaq (sob o código MSTR), levantando US$ 22 milhões líquidos, complementados por US$ 100 mil retirados de reservas em dinheiro.

A companhia também opera com ações preferenciais (STRC), destinadas a investidores que buscam rendimentos em dólares. Recentemente, a Strategy recomprou 1,94 milhão dessas ações por US$ 193,1 milhões e gastou US$ 45,5 milhões em dividendos. Ao final do período, em 18 de outubro, a empresa mantinha US$ 4,83 bilhões para pagamento de juros e dividendos, além de US$ 447,3 milhões em caixa para outras atividades, incluindo novas compras de BTC.

Impactos, riscos e o que vem a seguir

A volatilidade do Bitcoin impacta as ações da Strategy, porém com oscilações mais acentuadas. Na última semana, enquanto o Bitcoin recuou cerca de 2,6%, as ações MSTR caíram aproximadamente 11,3%, fechando a sexta-feira (16) a US$ 136,83. Esse fenômeno ocorre porque o valor dos papéis depende não apenas do preço da moeda, mas também da estrutura de capital, expectativas de investidores e condições de financiamento.

Outro risco relevante vem da provedora de índices MSCI, que anunciou mudanças nos critérios de classificação. Empresas com grandes reservas de criptomoedas podem ser excluídas de certos índices se forem consideradas sem atividades operacionais relevantes, o que poderia afetar a Strategy. Lembre-se que criptomoedas são ativos de alta volatilidade e risco. Este conteúdo tem caráter informativo e não constitui recomendação de investimento.

Close-up of stock market trading screen displaying financial growth and charts.
Imagem ilustrativa: Alesia Kozik / Pexels

Assuntos: StrategyMichael SaylorBitcoinMSTRInvestimentos

Perguntas rápidas

Quanto a Strategy investiu na última compra de Bitcoin?

A empresa investiu aproximadamente US$ 22,1 milhões (cerca de R$ 111 milhões) para adquirir 267 bitcoins.

Qual a reserva total de Bitcoin da Strategy atualmente?

A reserva total da companhia é de 848.517 BTC, o que representa mais de 4% do limite global de 21 milhões de moedas.

Como a empresa financiou a aquisição recente?

A compra foi financiada principalmente pela venda de 140.872 ações ordinárias (MSTR) via programa at-the-market (ATM), além de US$ 100 mil de reservas em dinheiro.

Fontes consultadas

Texto elaborado com apoio de inteligência artificial a partir das fontes acima. Encontrou um erro? Avise a redação.

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