Motiva (MOTV3) tem lucro ajustado de R$ 750 mi no 3º tri, alta de 10%
A Motiva (MOTV3) divulgou lucro líquido ajustado de R$ 750 milhões no terceiro trimestre, alta de 9,8% ante 2025, superando a expectativa de analistas. Receita e Ebitda ajustados cresceram na comparação anual, mas ficaram abaixo do consenso de mercado. A alavancagem financeira recuou para 3,2 vezes.

A Motiva (MOTV3), maior companhia de concessões rodoviárias do país, divulgou nesta quarta-feira (28) o balanço do terceiro trimestre de 2026. A empresa reportou lucro líquido ajustado de R$ 750 milhões, crescimento de 9,8% na comparação com o mesmo período do ano anterior, e Ebitda ajustado de R$ 2,5 bilhões, alta de 13,4%, com margem praticamente estável em 66,2%. O resultado superou a estimativa média de analistas para o lucro, de R$ 627 milhões, mas ficou abaixo da projeção de Ebitda, de R$ 2,6 bilhões, e da receita líquida ajustada esperada, de R$ 4,44 bilhões, segundo dados da LSEG compilados pelas fontes.
Resumo rápido
- Lucro líquido ajustado de R$ 750 milhões, alta de 9,8% ante o 3º tri de 2025.
- Ebitda ajustado de R$ 2,5 bilhões, aumento de 13,4%, com margem de 66,2%.
- Receita líquida ajustada de R$ 3,8 bilhões, crescimento de 13,6%, abaixo do consenso de R$ 4,44 bilhões.
- Início da cobrança de pedágio em concessões no Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro.
- Receitas complementares subiram 23%, para R$ 92 milhões.
- Alavancagem financeira ajustada caiu para 3,2 vezes, ante 3,6 vezes em setembro de 2025.

O que aconteceu
No terceiro trimestre de 2026, a Motiva registrou lucro líquido ajustado de R$ 750 milhões, valor 9,8% superior ao apurado um ano antes. O resultado operacional medido pelo Ebitda ajustado atingiu R$ 2,5 bilhões, representando avanço de 13,4% na mesma base de comparação, enquanto a margem Ebitda manteve-se em 66,2%. A receita líquida ajustada cresceu 13,6%, totalizando R$ 3,8 bilhões. Segundo as fontes, a receita ficou aquém da expectativa média de mercado de R$ 4,44 bilhões, e o Ebitda também ficou abaixo do consenso de R$ 2,6 bilhões, embora o lucro tenha superado a projeção de R$ 627 milhões.
De acordo com os balanços divulgados, os números do trimestre incorporam o início da cobrança de pedágio em concessões rodoviárias da companhia no Paraná, em São Paulo e no Rio de Janeiro. A Motiva atribuiu o desempenho da receita ao "desempenho operacional na plataforma de Trilhos e por reajustes tarifários". As receitas complementares aumentaram 23% no período, somando R$ 92 milhões. A alavancagem financeira ajustada, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda, encerrou setembro em 3,2 vezes, ante 3,6 vezes registradas no mesmo mês de 2025.
Como chegamos até aqui
O crescimento anual dos indicadores foi beneficiado por uma base de comparação mais fraca no terceiro trimestre de 2025, período em que a gestão da rodovia Fernão Dias, entre São Paulo e Minas Gerais, ainda estava em fase inicial, tendo começado em abril daquele ano.
Além da expansão do portfólio de rodovias pedagiadas, a empresa citou reajustes tarifários e o desempenho da plataforma de Trilhos como pilares de sustentação da receita. As fontes não detalham operações específicas de gestão de dívida no trimestre, limitando-se a reportar o indicador final.

Quem são os envolvidos
A Motiva (MOTV3) é descrita nas fontes como a maior companhia de concessões rodoviárias do país. As ações da empresa são negociadas na B3 sob o ticker MOTV3. O consenso de mercado citado nas reportagens é fornecido pela LSEG, que agrega estimativas de analistas que acompanham a companhia, sem que as fontes especifiquem quais instituições ou profissionais compõem a amostra.
O que dizem as partes
Em comunicado ao mercado, a Motiva afirmou que a receita do trimestre foi apoiada pelo desempenho operacional na plataforma de Trilhos e por reajustes tarifários. Sobre a alavancagem, a empresa reportou o indicador de 3,2 vezes sem atribuir a queda a medidas específicas de gestão de passivo no período.
Do lado das expectativas, os dados da LSEG indicavam que analistas, em média, projetavam lucro líquido ajustado de R$ 627 milhões e Ebitda ajustado de R$ 2,6 bilhões para o trimestre. Para a receita líquida ajustada, a estimativa consenso era de R$ 4,44 bilhões. A Motiva superou a projeção de lucro, mas entregou Ebitda e receita inferiores ao esperado pelo mercado.

Entenda
Lucro líquido ajustado é o resultado final da empresa após despesas, impostos e itens não recorrentes, com ajustes definidos pela própria companhia para permitir comparação entre períodos. Ebitda ajustado (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) mede a geração operacional de caixa, também excluindo itens não recorrentes. A margem Ebitda é a razão entre o Ebitda e a receita líquida, indicando a parcela da receita que vira resultado operacional.
Receita líquida ajustada representa o faturamento bruto menos impostos, devoluções e abatimentos, com eventuais ajustes contábeis. Alavancagem financeira ajustada compara a dívida líquida da empresa ao seu Ebitda ajustado, servindo como parâmetro de quantos anos de geração de caixa operacional seriam necessários para quitar o endividamento. Concessionária rodoviária é a empresa que obtém, via licitação, o direito de explorar, manter e operar uma rodovia por prazo determinado, cobrando pedágio dos usuários.
Impactos e por que importa
O balanço mostra expansão de dois dígitos nas principais linhas de resultado na comparação anual. Por outro lado, a receita e o Ebitda ficaram abaixo das expectativas médias de analistas, segundo dados da LSEG.

O que vem a seguir
As fontes não informam data para a divulgação do próximo balanço trimestral nem guidance oficial da Motiva para o encerramento de 2026 ou para 2027.
Perguntas rápidas
Qual foi o lucro líquido ajustado da Motiva no terceiro trimestre de 2026?
O lucro líquido ajustado foi de R$ 750 milhões, alta de 9,8% na comparação anual.
A receita da Motiva atingiu a expectativa do mercado?
Não. A receita líquida ajustada somou R$ 3,8 bilhões, abaixo do consenso de R$ 4,44 bilhões apurado pela LSEG.
Como ficou a alavancagem financeira da companhia?
A alavancagem financeira ajustada encerrou setembro em 3,2 vezes, ante 3,6 vezes no mesmo mês de 2025.
Fontes consultadas
Texto elaborado com apoio de inteligência artificial a partir das fontes acima. Encontrou um erro? Avise a redação.
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