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Rebeca Andrade é ouro no salto e é tricampeã mundial

Rebeca Andrade venceu a final do salto sobre a mesa no Mundial de Roterdã com média de 14,466 pontos. A brasileira igualou Cheng Fei como a segunda tricampeã mundial do aparelho e chegou à décima medalha em Campeonatos Mundiais.

Por Redação WebWorks Notícias · · atualizado em 2 de novembro de 2026 · 8 min de leitura

A young girl focuses while performing a balance beam routine in a gym. Gymnastics and training setting.
Foto: Tima Miroshnichenko / Pexels

Rebeca Andrade conquistou a medalha de ouro na final do salto sobre a mesa do Campeonato Mundial de Ginástica Artística de Roterdã, na Holanda, na manhã deste sábado (24/10). A ginasta brasileira de 27 anos obteve média de 14,466 pontos, à frente das norte-americanas Claire Pease (14,233) e Skye Blakely (14,166), e alcançou sua décima medalha em Campeonatos Mundiais. Com o resultado, Rebeca se tornou a segunda tricampeã mundial do salto na história, igualando a chinesa Cheng Fei, que foi a primeira, e a primeira brasileira a conquistar três títulos mundiais em uma mesma prova. O título também recolocou o Brasil no pódio do Mundial após a edição de 2025, na qual o país não conquistou medalhas.

Resumo rápido

  • Rebeca Andrade venceu o salto sobre a mesa em Roterdã com média de 14,466 pontos, após 14,400 no primeiro salto e 14,133 no segundo, mais bonificação.
  • A brasileira repetiu os títulos mundiais de 2021, em Kitakyushu, e de 2023, em Antuérpia, e se tornou tricampeã da prova.
  • Claire Pease ficou com a prata (14,233) e Skye Blakely, campeã do individual geral, com o bronze (14,166); Yeo Seojeong caiu e terminou em sétimo.
  • A vitória rendeu à ginasta sua décima medalha em Mundiais — quatro ouros, quatro pratas e dois bronzes — e a colocou no top-10 histórico de medalhas individuais.
  • Rebeca voltou ao circuito internacional após período sabático e não utilizou o Cheng, salto de maior dificuldade, na decisão.
  • Flávia Saraiva disputa a final da trave neste domingo, a partir de 9h (horário de Brasília), com transmissão do sportv.
A young female gymnast skillfully balances on a beam, demonstrating agility and focus in an indoor gym setting.
Imagem ilustrativa: Tima Miroshnichenko / Pexels

O que aconteceu na final do salto

Rebeca Andrade, sexta a se apresentar, executou um Yurchenko com dupla pirueta (DTY) que recebeu 14,400 pontos, nota idêntica à obtida nas classificatórias e na final por equipes. Na sequência, apresentou um Lopez bem executado, avaliado em 14,133, com apenas um pequeno passo na aterrissagem. Com a bonificação de 0,2 ponto, a média final fechou em 14,466, o que garantiu a liderança e o título. A sul-coreana Yeo Seojeong abriu a disputa com um primeiro voo de 14,600, a maior nota isolada do Mundial segundo a ge, mas sofreu queda no DTY do segundo salto, com 12,833 pontos, e terminou em sétimo lugar, com média de 13,716.

A canadense Elsabeth Black, também citada como Ellie Black, somou 13,966 com saltos de menor dificuldade, mas bem executados. Skye Blakely, campeã do individual geral em Roterdã, realizou os mesmos saltos de Rebeca e chegou a liderar momentaneamente a disputa, com 14,166. Claire Pease apresentou o Cheng, salto de maior grau de dificuldade, e recebeu 14,366 no primeiro voo, mas aterrissou fora da área no segundo, com 13,700, o que a deixou com média de 14,233 e na prata. A mexicana Victoria Mata fechou a prova com 13,933 de média. Segundo o InfoMoney, Rebeca não precisou utilizar o Cheng para garantir o pódio.

Como chegamos até aqui

Rebeca Andrade era favorita na final do salto. Nas classificatórias, ela obteve a melhor nota do aparelho, 14,533 pontos, com 14,400 no DTY e 14,266 no Lopez, somada a bonificação. Na final por equipes, a brasileira repetiu o Yurchenko com dupla pirueta e manteve os 14,400 pontos. Flávia Saraiva figurava entre as candidatas ao pódio do salto: foi a terceira nas classificatórias, com 14,400, atrás das chinesas Qingying Zhang (15,100) e Qiyuan Qiu (14,966). Na final do individual geral, ela teve uma queda e somou 13,233.

O caminho até Roterdã foi marcado por uma pausa nas competições. Após conquistar quatro medalhas nos Jogos Olímpicos de Paris, em 2024, Rebeca entrou em período sabático para recuperar corpo e mente do desgaste, segundo a ge. O retorno às competições internacionais ocorreu de forma gradual em 2026, com destaque para o Campeonato Pan-Americano realizado no Rio de Janeiro, conforme a DW Brasil. A atleta planeja uma evolução gradual até Los Angeles 2028. A equipe feminina brasileira encerrou a competição por equipes na quinta colocação, a melhor colocação do Brasil no Mundial, enquanto o time masculino não se classificou para nenhuma final.

  • 2021: Rebeca Andrade conquista o primeiro título mundial do salto em Kitakyushu, Japão.
  • 2023: A brasileira vence o salto novamente, em Antuérpia, Bélgica.
  • 2024: Após as Olimpíadas de Paris, Rebeca inicia período sabático.
  • 2025: O Brasil participa do Mundial de ginástica artística, mas não conquista medalhas.
  • 2026: Retorno às competições internacionais no Pan-Americano do Rio de Janeiro.
  • 24/10/2026: Rebeca vence o salto em Roterdã e se torna tricampeã mundial da prova.
A diverse group of fans passionately cheering at a sports event, creating a vibrant and energetic atmosphere.
Imagem ilustrativa: Luke Miller / Pexels

Quem são os envolvidos

Rebeca Andrade é a protagonista central. Aos 27 anos, é a maior medalhista olímpica do país, com seis conquistas: dois ouros, três pratas e um bronze. Antes de Roterdã, somava nove medalhas em Mundiais; o ouro no salto elevou o total para dez — quatro ouros, quatro pratas e dois bronzes. Entre os títulos estão os três no salto e o individual geral de 2022. Contando apenas provas individuais, a brasileira entrou para o top-10 do quadro histórico de medalhas, empatada com a soviética Yelena Shushunova na nona posição, segundo a ge. Antes de Rebeca, apenas Diego Hypólito, no solo, e a própria ginasta, no salto, haviam conquistado dois títulos mundiais em uma mesma prova.

Entre as adversárias diretas na final, Claire Pease, dos Estados Unidos, ficou com a prata, e Skye Blakely, também norte-americana e campeã do individual geral em Roterdã, com o bronze. A sul-coreana Yeo Seojeong, bronze nas Olimpíadas de Tóquio, terminou em sétimo. Pelo Brasil, Flávia Saraiva foi 12ª no individual geral, com queda na final, e Lorrane Oliveira ficou em 21º. Simone Biles acompanhou a competição das arquibancadas como convidada de honra do Mundial. A norte-americana, maior medalhista da história da ginástica, com 30 medalhas em Mundiais e 11 em Olimpíadas, não compete desde Paris 2024, não confirmou o retorno, mas também não descartou competir em Los Angeles 2028. Os Estados Unidos garantiram a prata por equipes.

O que dizem as partes

Logo após a conquista, Rebeca Andrade falou sobre o resultado e sobre a escolha dos saltos. Em declaração reproduzida pela ge, a ginasta afirmou: "Esse ouro mostra que tudo que a gente tem feito da melhor maneira possível está dando certo, né!? (risos) Não fiz os saltos mais difíceis da minha carreira, mas isso foi suficiente para trazer o ouro. Tô bem feliz e orgulhosa." A fala foi atribuída pela ge ao técnico da brasileira, que disse que a ginasta seria estratégica na decisão.

Sobre a rotina mental durante a prova, Rebeca descreveu sua abordagem: "Tento manter a tranquilidade. Já sou uma pessoa tranquila, então dentro da competição eu só fico respirando. Falo: 'Você está pronta para fazer o que você veio fazer. Não se preocupa e faça o seu melhor'. É isso que tento fazer na hora." A DW Brasil informou que o título marca o retorno de Rebeca ao circuito internacional após dois anos de afastamento das principais competições. A mesma fonte registrou que a atleta voltou a competir no Pan-Americano de Ginástica Artística de 2026, no Rio de Janeiro.

Detailed view of a pommel horse in an indoor gym with blurred background.
Imagem ilustrativa: Tima Miroshnichenko / Pexels

Entenda o salto e a pontuação

O salto sobre a mesa é uma das seis provas da ginástica artística feminina. A atleta corre em uma pista, salta sobre uma mesa de impulsão, executa movimentos aéreos e deve aterrissar em pé, sem passos ou quedas, dentro de uma área delimitada. A nota final combina a dificuldade do salto, com o valor de partida, e a qualidade da execução, que considera altura, distância, forma no ar e precisão na chegada. Na decisão de Roterdã, Rebeca recebeu 14,400 no DTY e 14,133 no Lopez, além de bonificação de 0,2 ponto, e fechou a média em 14,466.

Os saltos executados por Rebeca na final foram o Yurchenko com dupla pirueta (DTY) e o Lopez. O Cheng, apresentado por Claire Pease, é descrito pelas fontes como salto de maior grau de dificuldade e de maior nota de partida. Rebeca não utilizou o Cheng em Roterdã. As fontes também registram que a brasileira voltou às competições internacionais de forma gradual e que planeja uma evolução progressiva até Los Angeles 2028, sem detalhar a reintrodução do salto ou mudanças de dificuldade nos demais aparelhos.

Impactos e por que importa

A vitória em Roterdã devolveu ao Brasil o lugar mais alto do pódio de um Mundial de ginástica artística após a edição de 2025, na qual o país não conquistou medalhas. Rebeca se tornou a primeira brasileira tricampeã mundial em uma mesma prova e a segunda atleta da história a conquistar três títulos mundiais no salto, igualando a chinesa Cheng Fei. Simone Biles, que acompanhou a prova das arquibancadas, é bicampeã mundial do aparelho. Contando apenas provas individuais, Rebeca entrou no top-10 histórico de medalhas em Mundiais, empatada com a soviética Yelena Shushunova na nona posição.

O resultado também amplia o espaço do Brasil no Mundial de Roterdã, em que a equipe feminina terminou em quinto lugar, a melhor colocação do país na competição. A participação brasileira na edição não termina com o salto: Flávia Saraiva disputa a final da trave, na qual era candidata ao pódio após a terceira colocação nas classificatórias. A ge informou que os canais sportv transmitem ao vivo as finais masculinas e femininas do Mundial.

Medals on a podium against a soft pastel background, ideal for awards themes.
Imagem ilustrativa: DS stories / Pexels

O que vem a seguir

O Campeonato Mundial de Roterdã prossegue neste domingo com as finais por aparelhos. A chance brasileira de nova medalha está na trave, onde Flávia Saraiva compete a partir de 9h, no horário de Brasília. A ginasta foi a terceira nas classificatórias do aparelho, com 14,400, atrás das chinesas Qingying Zhang e Qiyuan Qiu, e chega à decisão após a queda na final do individual geral. Os canais sportv transmitem ao vivo as finais masculinas e femininas. No plano pessoal, Rebeca Andrade planeja uma evolução gradual até Los Angeles 2028, de acordo com a ge.

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Perguntas rápidas

O que Rebeca Andrade conquistou em Roterdã?

A brasileira venceu a final do salto sobre a mesa do Mundial de Ginástica Artística de Roterdã, com média de 14,466 pontos. O título foi seu terceiro no aparelho, o que a tornou tricampeã mundial da prova.

Por que o tricampeonato no salto é relevante?

Rebeca se tornou a primeira brasileira a conquistar três títulos mundiais em uma mesma prova. Também é a segunda atleta da história a ser tricampeã mundial no salto, igualando a chinesa Cheng Fei.

Quem ficou com a prata e o bronze?

A norte-americana Claire Pease ficou com a prata, com média de 14,233, e Skye Blakely, campeã do individual geral em Roterdã, com o bronze, com 14,166. A sul-coreana Yeo Seojeong caiu no segundo salto e terminou em sétimo.

Fontes consultadas

Texto elaborado com apoio de inteligência artificial a partir das fontes acima. Encontrou um erro? Avise a redação.

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